Farc estão ligadas a setores políticos da Costa Rica, diz ministro

Fernando Berrocal confirmou descoberta de US$ 480 mil pertencentes à guerrilha, localizada em uma casa

EFE

16 de março de 2008 | 15h31

O ministro de Segurança da Costa Rica, Fernando Berrocal, afirmou que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão ligadas a setores políticos do país, após confirmar a descoberta de US$ 480 mil pertencentes à guerrilha, informou neste domingo, 16, a imprensa local. Veja também:Farc chamam anúncio da morte de Ríos de 'dramalhão sórdido''Mono Jojoy será o próximo', diz assassino de líder das FarcMembro das Farc entrega mão de líder como prova de mortePor dentro das Farc  O dinheiro foi localizado na sexta-feira em uma casa na província de Heredia (centro-norte), graças à informação contida nos arquivos do computador que pertencia a "Raúl Reyes", um dos líderes do grupo que foi morto pelo Exército colombiano em território equatoriano em 1º de março. Em entrevista à imprensa local, Berrocal afirmou que "nesse computador há mais" informação que envolve setores políticos da Costa Rica com as Farc e anunciou que o país apurará os fatos.   "Este país tem que saber, porque aqui há gente nos setores políticos que perdeu a razão. Do que o computador diz sairão muitas coisas: as relações não só com a máfia que organizaram para distribuir a droga, mas com alguns setores políticos do país que perderam a noção de realidade", disse. "O que não cabe na democracia costarriquenha é a aliança de setores políticos com os criminosos das Farc e do narcotráfico", ressaltou o ministro. Ele advertiu de que os envolvidos responderão perante os tribunais de Justiça do país. Além disso, afirmou que entre 2001 e 2002 as autoridades imigratórias costarriquenhas concederam 12 mil status de refugiado a colombianos, dos quais dois mil "são gente ligada às Farc, ao crime organizado ou ao narcotráfico". A imprensa local indica que os detalhes sobre a localização dos US$ 480 mil encontrados em uma casa no país estavam em um e-mail enviado a "Reyes" por Rodrigo Granda, conhecido como o "chanceler" das Farc. Segundo o jornal "Al Día", Granda visitou a Costa Rica em nove ocasiões para se reunir com autoridades do Governo a fim de instalar um escritório político das Farc no país, gestões que não se concretizaram.

Tudo o que sabemos sobre:
Costa RicaFarc

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.