Farc executam membro por dizer que a guerrilha não tem futuro

Rebelde estava na fileira da organização desde os sete anos de idade

Efe

20 de outubro de 2010 | 04h37

BOGOTÁ - Um líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foi fuzilado por seus próprios companheiros após dizer que a guerrilha não tinha futuro, informou na terça-feira, 19, o comandante-geral das Forças Militares da Colômbia, almirante Edgar Cely Núñez.

Segundo ele, o guerrilheiro conhecido como de "El Sordo" ou "Lucho", foi assassinado ao lado de uma árvore e tinha correntes no pescoço, mãos e pés.

O rebelde, que estava nas fileiras das Farc desde os sete anos de idade, quando foi recrutado, foi submetido a um "conselho de guerra" depois de ter afirmado que "as Farc não têm futuro", destacou Cely Núñez.

Segundo as autoridades, o guerrilheiro foi fuzilado no último dia 17 no departamento do Cauca, sudoeste da Colômbia.

O "conselho de guerra" teve a participação de 32 rebeldes, 28 dos quais votaram a favor da pena de morte de "El Sordo", enquanto outros quatro pediram "outra oportunidade" ao guerrilheiro, explicou o almirante.

"Seus companheiros não o perdoaram pelo erro fatal", assinalou Cely Núñez. Segundo ele, dizer que "as Farc já não têm futuro" significa para a guerrilha uma "desmoralização insuperávelque não tem solução".

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