Farc exigem acordo humanitário para libertar 22 reféns

Guerrilha pede 500 rebeldes em troca de policiais e militares que estão presos há mais de 11 anos

Agências internacionais,

09 de fevereiro de 2009 | 12h39

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) reivindicaram, em duas mensagens divulgadas nesta segunda-feira, 9, um acordo humanitário para a libertação de 22 militares e policiais sequestrados em troca de guerrilheiros presos. A declaração consta de uma nota do líder das Farc, "Alfonso Cano", e em um comunicado do Secretariado (comando central) da organização, entregues à senadora Piedad Córdoba na quinta-feira passada, durante a libertação do ex-deputado regional Sigifredo López. Veja também:Simpatizar com as Farc não é crime, diz CorreaCronologia dos sequestrados das Farc Por dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região  Jornalistas analisam participação do Brasil  Na mesma semana, outros cinco sequestrados tinham sido soltos: outro político, três policiais e um militar. As Farc destacaram que, após as seis libertações unilaterais, o destino dos últimos 22 reféns "passíveis de troca" dependerá da negociação de um acordo humanitário com o governo. Os rebeldes pretendem trocar os 22 policiais e militares, entre os quais alguns que estão há mais de 11 anos sequestrados, por 500 guerrilheiros presos, entre eles "Simón Trinidad" e "Sonia", extraditados aos Estados Unidos. "Devemos persistir na busca dos acordos sem esquecer nem um momento Simón, Sonia e todos nossos presos", expressou o chefe máximo das Farc em nota dirigida a Córdoba, que lidera o movimento Colombianos pela Paz. Nela, Cano também agradeceu ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que participou das operações de recolhida dos libertados junto a Colombianos pela Paz, e o governo do Brasil, neste caso pelo apoio logístico que prestou. "Acima dos obstáculos, calúnias e provocações oficiais, cumprimos", ressaltou Cano, que reiterou os "imensos reconhecimentos" das Farc a Piedad Córdoba e a seu movimento pelo compromisso com a convivência democrática. A outra nota está assinada pelo Secretário do Estado-Maior Central das Farc, que é liderado por Cano. Nela, também se exige o acordo humanitário, algo com o que concordaram Sigifredo López e o outro civil libertado, o ex-governador Alan Jara.  Ainda nesta segunda-feira, o Exército colombiano informou que seis militares morreram em Morales, a 700 quilômetros de Bogotá, em um ataque de guerrilheiros. A ação, com granadas e tiros, matou um suboficial e cinco soldados, segundo a agência France Presse.

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