Farc insistem em desmilitarização para troca de prisioneiros

Guerrilha pede desmilitarização de dois municípios; dos 700 seqüestrados, apenas 44 são "passíveis de troca"

Efe,

15 de janeiro de 2008 | 17h19

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) insistiram nesta terça-feira, 15, na desmilitarização dos municípios de Florida e Pradera, no sudoeste da Colômbia, para que seja realizada uma "troca de prisioneiros" que inclua dois guerrilheiros extraditados aos Estados Unidos, disse o líder rebelde Raúl Reyes. Em declarações publicadas nesta terça pela agência Anncol, próxima às Farc, Reyes afirmou que o grupo está disposto a libertar a totalidade dos "reféns passíveis de troca", que somam 44, segundo o governo colombiano. "A entrega dos seqüestrados só ocorrerá dentro de uma troca de prisioneiros que garanta a libertação dos guerrilheiros privados da liberdade, incluindo Simón e Sonia", afirmou. O líder insurgente se referia a Ricardo Palmeira, conhecido como "Simón Trinidad", e Anayibe Rojas Valderrama, conhecida como "Sonia", que foram extraditados aos Estados Unidos, onde enfrentam acusações de narcotráfico. "Simón Trinidad" está à espera de uma sentença, enquanto "Sonia" foi condenada em 2 de julho a mais de 16 anos de prisão por tráfico de drogas. Segundo Reyes, este ano o grupo irá "intensificar a luta revolucionária do povo pela troca de prisioneiros e a saída política para a crise institucional e de governabilidade que atinge a Colômbia". As Farc têm mais de 700 pessoas seqüestradas, mas só consideram 44 delas "passíveis de troca" por rebeldes presos, dentre as quais policiais, militares, políticos e três americanos.

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