Farc libertam dois soldados em passo para retomar negociações de paz

Rebeldes das Farc libertaram dois soldados nesta terça-feira, num primeiro passo para retomar as negociações de paz que o governo colombiano suspendeu depois que o grupo insurgente capturou cinco reféns, incluindo um general do Exército.

JULIA SYMMES COBB, REUTERS

25 de novembro de 2014 | 14h58

O impasse nas negociações de dois anos, que ocorrem em Havana, ameaçou descarrilar os esforços para acabar com a guerra de cinco décadas entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que já matou mais de 200.000 pessoas desde seu início, em 1964.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse que as negociações não serão retomadas até que todos os cinco reféns, o general Rubén Darío Alzate, um outro militar, um advogado civil e dois soldados libertados nesta terça, sejam soltos.

Os soldados, Paulo César Rivera e Jonathan Andrés Díaz, foram levados no departamento de Arauca durante uma operação militar em 9 de novembro.

Eles foram libertados nesta manhã, com a ajuda do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), chegando ao aeroporto em Tame, Arauca, em um helicóptero com a insígnia do grupo de caridade.

"Estamos contentes que essas duas pessoas possam voltar em breve para suas casas, onde suas famílias esperam por elas", disse Christoph Harnisch, chefe da delegação do CICV na Colômbia, em um comunicado.

As Farc confirmaram a libertação dos soldados em uma nota e disseram que vão agora concentrar seus esforços em libertar o general e os outros dois reféns capturados.

Os rebeldes esperam que as operações militares na área onde Alzate e os outros foram capturados "sejam suspensas imediatamente, para que a libertação das pessoas mencionadas possa seguir em frente sem problemas e sem riscos para ninguém."

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