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Farc libertam mais quatro reféns, diz Cruz Vermelha

Entidade afirma que ex-parlamentares possuem condições de saúde para seguir direto para a Venezuela

Agências internacionais,

27 de fevereiro de 2008 | 14h09

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertaram mais quatro reféns mantidos pelo grupo nesta quarta-feira, 27, em mais um ato de desagravo ao presidente venezuelano, Hugo Chávez. Gloria Polanco de Lozada, Orlando Beltrán Cuéllar, Luis Eladio Pérez e Jorge Eduardo Gechen Turbay foram resgatados por helicópteros na selva colombiana, em operação semelhante à que libertou as reféns Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo em janeiro. A informação foi confirmada pela diretora do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Barbara Hintermann.  Veja também:Por dentro das FarcReféns colombianos: do seqüestro à liberdadeQuem são os 4 reféns libertados na ColômbiaFarc negam novas libertações até desmilitarização de área "Este é um dia muito importante para o povo da Colômbia e para as quatro pessoas libertadas", disse Bárbara, afirmando que os reféns estão em condições de saúde para seguir direto para a Venezuela. Eles serão levados até a cidade venezuelana de Santo Domingo, na região da fronteira, e em seguida para Caracas, onde se reunião com os familiares. Está previsto que os helicópteros permaneçam no lugar do resgate durante pelo menos duas horas para garantir a segurança do grupo de guerrilheiros encarregados da libertação.  No início do mês, a guerrilha prometeu entregar ao presidente da Venezuela e à senadora colombiana, Piedad Córdoba, os ex-congressistas Gloria Polanco de Lozada, Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán e Luis Eduardo Gechem. O seqüestro de Gechem, há seis anos, provocou a ruptura das discussões para um acordo de paz entre a guerrilha e o governo do então presidente colombiano Andres Pastrana. As aeronaves MI-17 de fabricação russa, com identificação do CICV, aterrissaram pouco depois das 11 horas de Brasília no aeroporto da capital do departamento de Guaviare (400 quilômetros ao sul de Bogotá), de onde partiram para o resgate. O ministro do Interior venezuelano, Ramón Rodríguez Chacín, a senadora colombiana Piedad Córdoba e a equipe humanitária e médica do CICV acompanharam a operação. Os ex-parlamentares libertados integram um grupo de 44 reféns que as Farc consideram passíveis de troca por guerrilheiros presos, dentro do previsto em um acordo humanitário. No grupo também está incluída a ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt. O estado de saúde dos ex-congressistas preocupava a comissão de resgate. Especulou-se que as condições do ex-congressista Luis Eduardo Gechem, que sofre de problemas cardíacos, seja o mais delicado.  Diplomacia Na Venezuela, os reféns deverão ser recebidos pelo presidente Hugo Chávez, que coordena a operação apesar da decisão de seu colega Álvaro Uribe de afastá-lo da mediação do acordo humanitário entre a guerrilha e o governo colombiano. Em janeiro, uma missão semelhante foi organizada para libertar Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo, que foram mantidas em cativeiro durante seis anos. Segundo a BBC, analistas consideram que ao libertar unilateralmente alguns de seus reféns, as Farc pretendem abrir um espaço de diálogo político no campo internacional, já que internamente as condições para uma saída dialogada para o conflito colombiano parecem estar cada vez mais distantes. Desde 2001, o governo de Álvaro Uribe, Estados Unidos e alguns países Europeus passaram a qualificar as Farc como um grupo terrorista.

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