Farc não devem ser elogiadas por ação, diz assessor de Uribe

Porta-voz do presidente disse que não há motivo para festa pois seqüestro em massa segue existindo

Efe,

10 de janeiro de 2008 | 19h44

A libertação de Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo não deve dar lugar a elogios aos seqüestradores nem é motivo para se fazer festa, porque segue existindo um seqüestro massivo, afirmou nesta quinta-feira, 10, o assessor do presidente colombiano Álvaro Uribe, José Obdulio Gaviria. As duas reféns estavam sob poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e foram libertadas nesta quinta.   Para o assessor do presidente, a libertação das seqüestradas indica que não é necessária a troca solicitada pelas Farc para levar a cabo um acordo humanitário, já que bastaria a vontade da guerrilha para isso acontecer.   O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse esperar que a guerrilha siga liberando os 700 seqüestrados, já que Clara e Consuelo "são apenas dois dos 700".   O embaixador da Colômbia na Venezuela, Luis Fernando Marín, disse que a libertação das duas reféns por parte do grupo guerrilheiro abriu uma "porta importante" para futuras libertações de seqüestrados.   "O Governo colombiano expressou seu desejo de colaborar com qualquer outra libertação de reféns por parte da guerrilha", disse o embaixador em Caracas.   "Eu estava com todos os familiares no momento em que o presidente Chávez estava dando a notícia; foi um momento muito emocionante, muito importante para a Colômbia, para a Venezuela e especialmente para os seqüestrados", afirmou.   Sobre a deterioração das relações entre os dois países em decorrência dos problemas no processo de libertação, o embaixador colombiano admitiu que "houve momentos difíceis". "Mas esperamos que as coisas melhorem e que esta página seja virada para benefício dos dois países e dos dois povos", afirmou.   Argentina   O Governo da Argentina expressou nesta quinta sua "grande satisfação e alegria" com a libertação de duas seqüestradas em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e disse que esse foi um "primeiro passo" para a concretização de uma troca humanitária.   "Temos uma grande satisfação e uma grande alegria pela libertação destas duas pessoas, (a ex-candidata à Vice-Presidência da Colômbia) Clara Rojas e (a ex-congressista) Consuelo González de Perdomo", disse o chanceler argentino, Jorge Taiana.   Ele afirmou que o Governo argentino tem "uma especial satisfação por ter contribuído para esta libertação como membro da missão internacional", da qual fez parte o ex-presidente do país Néstor Kirchner (2003-2007), que participou de uma primeira operação para resgatar as duas reféns há duas semanas.   Taiana ressaltou que é uma "conquista" desta missão humanitária, formada por "fiadores" de Brasil, Argentina, Bolívia, Cuba, Equador, França e Suíça, ter somado "esforços para demonstrar à comunidade internacional a necessidade de avançar de forma urgente para conseguir a libertação" de todos os reféns da guerrilha.

Tudo o que sabemos sobre:
FarcColômbia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.