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Farc pedem imparcialidade na negociação para soltar reféns

A maior guerrilha esquerdista daColômbia pediu na quinta-feira que haja imparcialidade namediação internacional que visa a obter a libertação de 49reféns sequestrados há anos pelo grupo -- entre eles aex-presidenciável Ingrid Betancourt. O pronunciamento das Farc (Forças Armadas Revolucionáriasda Colômbia) foi feito horas depois de o presidente da França,Nicolas Sarkozy, ter criticado o líder máximo da guerrilha,Manuel Marulanda, a quem ele pediu a libertação dos reféns.Betancourt possui nacionalidade francesa, além de colombiana. "A mediação internacional não deve se transformar emfavores, para um ou para outro lado em disputa, senão perde acredibilidade e a confiança de uma das partes", disse adeclaração publicada pela Anncol, órgão de divulgação das Farcpela Internet. Mas a declaração não fez menção direta ao recado de Sarkozypara Marulanda. "Não compartilho de suas idéias e condeno seus métodos,especialmente os sequestros, que levam tantas famílias àtristeza. Nenhuma luta tem sentido sem o respeito à dignidadedo ser humano, que é a única causa possível da ação política",disse o presidente francês. A Colômbia está recorrendo à França para tentar umaaproximação e a negociação direta com as Farc pela libertaçãodos reféns, em troca da soltura de guerrilheiros presos. Já houve uma tentativa de negociação intermediada pelopresidente da Venezuela, Hugo Chávez, que goza da simpatia daguerrilha colombiana. Mas o presidente da Colômbia, AlvaroUribe, suspendeu a participação de Chávez no caso, o que acaboucriando uma crise diplomática entre os dois países. Na declaração publicada na página www.anncol.nu, as Farcinsistiram na exigência de que o governo retire o Exército deuma zona montanhosa de 780 km quadrado para que seusrepresentantes possam se reunir com os de Uribe. "Boas as intenções do governo francês. Louváveis esaudáveis. Mas troca é troca, esses são os seus e esses são osmeus, é o que se entende dos convênios internacionais sobre otema. E para isso é necessário um espaço adequado, adesocupação de Florida e Pradera", afirmou a nota. Uribe recusa-se a retirar as Forças Armadas da área,alegando que a guerrilha só quer aproveitar para tomar posse deuma região estratégica para o tráfico de drogas e armas.

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