Farc pedem que rebeldes presos participem de diálogo como vítimas do conflito

Uma nova etapa das negociações que começaram há mais de um ano e meio ocorrerá em 12 de agosto em Havana

REUTERS

05 de agosto de 2014 | 17h34

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pediram nesta terça-feira ao governo colombiano garantias para que os rebeldes que estão presos viajem a Havana para participar das negociações de paz na qualidade de vítimas do conflito armado.

O governo do presidente Juan Manuel Santos e a guerrilha concordaram em julho que as vítimas do conflito mais antigo da América Latina participarão do diálogo de paz para tentar pôr fim a uma guerra de mais de meio século que deixou mais de 200 mil mortos.

Uma nova etapa das negociações que começaram há mais de um ano e meio ocorrerá em 12 de agosto em Havana.

"Há integrantes das Farc prisioneiros que foram e continuam sendo vítimas de graves violações aos direitos humanos... e que, em consequência, não devem ser excluídos por sua condição de rebeldes, independentemente de estarem privados da liberdade", disseram as Farc em comunicado.

O grupo rebelde acrescentou que o governo colombiano "deverá dar as garantias e as permissões" necessárias para que os presos viajem a Cuba, onde ocorrem as negociações.

(Reportagem de Nelson Acosta)

Tudo o que sabemos sobre:
COLOMBIAFARCDIALOGO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.