Farc pode delegar a Granda o papel de interlocutor

Medida representa uma tentativa de aproximação com o Executivo colombiano

Efe,

22 de janeiro de 2008 | 14h24

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) podem delegar ao guerrilheiro Rodrigo Granda, conhecido como o "Chanceler", o papel de interlocutor permanente em uma tentativa de aproximação com o Executivo colombiano, sugeriu nesta terça-feira, 22, o alto comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo.  Veja também:UE mantém Farc na lista de organizações terroristasEntenda o que são as FarcCronologia: do seqüestro à libertação O funcionário disse que o governo colombiano vê Granda como membro representante das Farc, o que lhe permite antecipar negociações de paz sem ser capturado pelas autoridades". "Granda é homem de confiança de 'Manuel Marulanda' (fundador e maior líder da guerrilha), razão pela qual seu trabalho poderia facilitar a concretização de um acordo (humanitário)", considerou Restrepo. O alto comissário para a Paz observou que a designação do insurgente como interlocutor permanente das Farc pode ser uma "boa maneira de retribuir à generosidade do Governo francês, que pediu sua libertação, e à do Governo colombiano, que a aceitou esperando que ele fosse útil para a libertação dos seqüestrados". O guerrilheiro libertado em junho do ano passado, por uma solicitação do presidente da França, Nicolas Sarkozy, a seu colega da Colômbia, Álvaro Uribe, que, além disso, lhe outorgou um salvo-conduto que lhe permitiu se movimentar durante as negociações de paz entre Cuba e Venezuela. A libertação aconteceu dois anos e meio depois de Granda ser detido em Caracas, em uma operação colombiana secreta que acabou gerando uma crise diplomática com a Venezuela. Granda faz parte da chamada Comissão Internacional das Farc.

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