Farc podem libertar quatro reféns nesta quarta-feira

Venezuela e Cruz Vermelha iniciam resgate dos seqüestrados prometidos pela guerrilha colombiana

Agências internacionais,

27 de fevereiro de 2008 | 07h49

Dois helicópteros venezuelanos com identificações do Comitê Internacional da Cruz Vermelha partiram na manhã desta quarta-feira, 27, para a missão de resgate de quatro reféns mantidos por guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na Colômbia, informou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha.  Os aparelhos saíram da cidade fronteiriça venezuelana de Santo Domingo por volta das 9h30 (horário de Brasília) e chegaram por volta das 11 horas na cidade colombiana de San Jose del Guaviare, no sul do país. Seguem para um ponto da selva colombiana estabelecido pelas Farc para entrega dos reféis. Está previsto que a equipe de resgate permaneça no local da entrega por pelo menos duas horas, para garantir a retirada dos guerrilheiros. Os helicópteros levam remédios e equipamento médico para atender aos reféns. Segundo o jornal colombiano El Tiempo, o presidente Hugo Chávez comanda a operação de resgate dos ex-congressistas Gloria Polanco, Orlando Beltrán, Luis Eladio Pérez e Jorge Eduardo Géchem. Somente o líder venezuelano e seu ministro di Interior Ramón Rodríguez Chacín sabem das coordenadas para o local da entrega dos seqüestrados. As Forças Armadas da Colômbia suspenderam durante 12 horas desta quarta as operações militares em uma zona de selva do sudeste do país, para facilitar a ação humanitária. A região da operação é uma ampla zona de floresta com enormes cultivos do arbusto da coca - matéria-prima da cocaína - e alta presença das Farc, razão pela qual é cenário de intensas ações das Forças Armadas e da polícia contra a guerrilha e o narcotráfico.  O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, autorizou na quarta a operação liderada pela Venezuela para libertar os seqüestrados. Uribe disse que seu governo "vai colaborar, como sempre fez" para a entrega de reféns. "Confirmo a total disposição da Colômbia para facilitar essa missão humanitária, com a discrição que o caso merece", disse o chanceler colombiano, Fernando Araújo, em mensagem ao colega venezuelano, Nicolás Maduro. Como demonstração de apoio ao líder venezuelano, a guerrilha prometeu libertá-los no início do mês, mas somente na segunda-feira indicou o local do resgate. Segundo o El Tiempo, a demora deve-se ao fato de que os guerrilheiros encarregados da missão não tinham recebido as provas de vida de outros seqüestrados. Nem todos nas Farc concordaram em enviar cartas e fotos dos cativos. Isso porque as provas de vida trazidas pelas ex-reféns Clara Rojas e Consuelo González, em janeiro, causaram impacto negativo para a imagem das Farc, já que mostravam alguns cativos em péssimas condições de saúde.  Matéria atualizada às 11h10.

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