Farc podem ter status de organização beligerante, diz Correa

Em entrevista, presidente equatoriano chama colega colombiano, Alvaro Uribe, de 'aprendiz de imperadorzinho'

Efe,

24 de abril de 2008 | 03h01

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse nesta quarta-feira, 23, que não seria inconveniente algum conferir às Forças Armadas da Colômbia (Farc) o status de organização beligerante, desde que a guerrilha renuncie a práticas como o seqüestro.   Veja também: Bogotá repudia possível reconhecimento das Farc pelo Equador Por dentro das Farc  Entenda a crise  Histórico dos conflitos armados na região     Em uma entrevista à televisão venezuelana, Correa também chamou seu colega colombiano, Alvaro Uribe, de "aprendiz de imperadorzinho".   Segundo o presidente equatoriano, para alcançar o status de organização beligerante, as Farc "teriam que renunciar a essas práticas que vão contra os códigos de guerra, como seqüestros, atentados que podem ser classificados como terroristas".   Correa também reiterou que o norte de seu país faz fronteira com a região ocupada pelas Farc na Colômbia não porque queira, mas porque o Governo colombiano não tem controle sobre cerca de 70.000 quilômetros quadrados de seu território, o que, na sua opinião, fez do Executivo o "primeiro colaborador e aliado" da guerrilha.   Nesse sentido, o chefe de Estado do Equador afirmou que Uribe é o primeiro interessado na manutenção do conflito em seu país e que não haverá paz enquanto ele continuar no poder.   "O melhor negócio para Uribe é manter a guerra porque isso lhe dá popularidade interna. E, além disso, recebe bilhões de dólares ao ano de Washington, por meio do Plano Colômbia, dinheiro que salva a economia" do país, acrescentou ao canal estatal "Venezolana de Televisión".   "Por isso, a última pessoa deste planeta que quer a paz na Colômbia se chama Álvaro Uribe Vélez", reiterou o governante equatoriano.

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