Farc proíbem Cruz Vermelha de visitar seqüestrados doentes

Porta-voz assegura que proibição foi tomada para preservar 'a segurança dos passíveis de troca'

Efe,

21 de janeiro de 2008 | 04h03

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) não permitirão que uma missão médica da Cruz Vermelha Internacional visite seqüestrados doentes, disse um porta-voz da guerrilha ao telejornal Noticias Uno. Veja também:Comandante das Farc é condenado por morte de guerrilheiros  ELN entrega nove seqüestrados à Cruz Vermelha na Colômbia  Segundo o telejornal, o porta-voz das Farc Luis Edgar Devia, conhecido como "Raúl Reyes", assegura que essa proibição foi tomada para preservar "a segurança dos passíveis de troca". Vários setores do exterior e do país, entre eles o presidente colombiano, Álvaro Uribe, pediram às Farc que permitam que os seqüestrados doentes sejam atendidos por uma missão humanitária da Cruz Vermelha Internacional. Além disso, Reyes, um dos sete integrantes do comando central das Farc, assegurou que não existe atualmente qualquer contato da guerrilha com a Igreja Católica, a única autorizada pelo governo colombiano a discutir uma "zona de encontro" na qual seria negociada a troca humanitária. Com isso, o guerrilheiro nega as versões sobre essas conversas e afirma que "alguém pretende gerar falsas expectativas com isso". As Farc tem em seu poder 44 pessoas, entre elas a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, três americanos, políticos e militares. Estes seqüestrados seriam os considerados passíveis de troca. Reyes acrescenta que qualquer diálogo para a troca humanitária acontecerá nos municípios de Pradera e Florida, no departamento de Valle del Cauca (sudoeste). No entanto, a guerrilha exige para isso a retirada das forças governamentais dessa região, o que é negado enfaticamente pelo governo colombiano.

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