Farc quer restabelecer contatos por reféns, diz Correa

As Forças Armadas Revolucionárias daColômbia (Farc) estariam enviando mensagens por meio deinterlocutores no Equador para restabelecer contatos com o paísandino visando a libertação de reféns, disse o presidenteRafael Correa. O líder nacionalista assegurou, na noite de quarta-feira ementrevista televisionada, que aspira o restabelecimento de umcontato humanitário com a guerrilha para conseguir a libertaçãode reféns, inclusive da política franco-colombiana IngridBetancourt. "Não temos contato direto, mas é óbvio que há cidadãos quevivem no Equador que têm contato indireto com as Farc e elestêm nos mandado mensagens de que as Farc querem estabelecercontato", afirmou, sem dar detalhes. O governo estaria avaliando a possibilidade de o contatocom o maior grupo guerrilheiro colombiano ser o ministro deSegurança Interna e Externa, Gustavo Larrea, que assegurou àimprensa estrangeira que os contatos haviam sido interrompidosdesde inícios de março. Larrea havia dito anteriormente que nenhum país que haviaparticipado de missões humanitárias havia recebido algumcontato das Farc para a libertação dos reféns desde a morte dolíder guerilheiro Raúl Reyes em uma operação militar colombianarealizado na selva equatoriana. O Exército da Colômbia bombardeou no dia primeiro de marçoum acampamento das Farc em território equatoriano, ação queprovocou uma crise regional e a ruptura de relaçõesdiplomáticas entre Equador e Colômbia. Correa acusou o presidente colombiano, Alvaro Uribe, de"não ter a vontade política para libertar reféns", entre osquais se encontram equatorianos, motivo pelo qual insistiu emque fará tudo o que for possível para ajudar na missãohumanitária. A Colômbia reiterou que os únicos países autorizados apromover gestões humanitárias são a França, Espanha e a Suíça,além da Igreja Católica. O presidente venezuelano, Hugo Chavez, conseguiu alibertação de outros sequestrados e, como Correa, disse que, sevoltarem a contactá-lo, fará tudo a seu alcance para libertaros reféns de acampamentos das Farc. (Por Alexandra Valencia)

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