Farc rejeitam convite do governo da Colômbia para negociar fora do país

Rebeldes querem diálogo aberto e dentro do país e dizem que suas portas estão abertas

estadão.com.br

20 de abril de 2010 | 10h53

BOGOTÁ - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) confirmaram o recebimento de um convite do governo de Álvaro Uribe para negociar fora do país, mas disseram ter recusado a proposta, informa um comunicado publicado nesta terça-feira, 20, pela agência Anncol, segundo a agência de notícias AFP.

 

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Na declaração, o secretariado das Farc rejeitam uma suposta carta de 5 de março do Alto Comissário da Paz do Executivo, Frank Pearl, "propondo conversações diretas, secretas, com agenda aberta e no exterior". O governo de Uribe não se pronunciou imediatamente sobre o comunicado do grupo rebelde.

 

Em seu comunicado de três pontos, as Farc agregam que "querem insistir na opinião de que diálogos como os propostos pelo governo só podem ser feitos na Colômbia e se forem abertos". As Farc ainda lamentam que a proposta "tenha chegado a quatro meses da troca de governo e que, pouco depois de recebida, o presidente disse categoricamente que não aceita o diálogo". Por fim, os rebeldes concluem dizendo que "as portas das Farc permanecem abertas".

 

As Farc mantêm em seu poder 22 militares, alguns deles há mais de 11 anos, e propõem trocá-los por cerca de 500 guerrilheiros presos no país e no exterior. Uribe disse que apoia as trocas, contando que os guerrilheiros não retornem à luta armada, convenção rejeitada pelos rebeldes.

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