Farc rejeitam libertação imediata de Ingrid Betancourt

Os apelos da França à maior guerrilhacolombiana pela libertação da refém Ingrid Betancourt, que estágravemente doente, foram rejeitados por um líder rebelde,segundo quem só um acordo político com o governo local podelevar ao fim do sequestro. A declaração de Rodrigo Granda, um dos líderes das ForçasArmadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), ocorreu horasdepois da chegada a Bogotá de um avião com uma missão médicaorganizada pela França, que pretende ir à selva atenderBetancourt. "Só como consequência de uma troca de prisioneiros sairãolivres os que estão cativos em nossos acampamentos", disseGranda, libertado em meados de 2007 pelo governo de ÁlvaroUribe. "Não é admissível que nos peçam mais gestos de paz quando,depois de tantas mostras fidedignas de nossa vontade políticapara encontrar saídas ao conflito, nos respondem com infâmias emaledicência", disse Granda em artigo publicado pela AgênciaBolivariana de Imprensa. Horas antes, um avião Falcon pousou no aeroporto militar deCatam, a oeste de Bogotá, com a equipe médica destinada atratar da franco-colombiana Betancourt, sequestrada quandofazia campanha como candidata a presidente da Colômbia, em2002. As Farc querem negociar com o governo a troca de 40 reféns"estratégicos" (políticos, militares, policiais e trêsnorte-americanos) por cerca de 500 guerrilheiros presos. Mas ambas as partes não conseguem se entender nem sobre oformato da negociação. Uribe recusa-se a retirar as ForçasArmadas de uma zona montanhosa de 780 quilômetros quadrados, nosul, onde ocorreria o processo de troca. O presidente afirmaque a guerrilha quer a desmilitarização como pretexto para sefortalecer. Dois dias antes da chegada da missão médica, o presidenteda França, Nicolas Sarkozy, pediu pela TV ao dirigente máximodas Farc, Manuel Marulanda, que liberte Betancourt, de 46 anos,mãe de dois filhos. Sarkozy disse que a política está gravemente doente eprecisa de atendimento imediato. Uribe se comprometeu a suspender as operações militares naregião onde lhe indicarem que pode haver o atendimento médico àrefém. (Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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