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Farc se recusam a completar entrega de reféns

Segundo carta enviada pela guerrilha a Hugo Chávez, operações militares impedem a ação

AP-EFE,

31 de dezembro de 2007 | 18h25

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) informaram, em carta, que a entrega dos três seqüestrados que a guerrilha havia prometido libertar foi adiada por "intensas operações" militares na Colômbia.   Veja também: Entrega de reféns das Farc volta a ser adiada Rebeldes tentam atingir avião militar Atraso em libertação aumenta preocupações Exército brasileiro entra em regime de alerta Garcia: libertação pode pacificar a Colômbia Cronologia: do seqüestro à liberdade   "Insistir agora seria pôr em risco" a vida dos reféns e também dos guerrilheiros escolhidos para executar a entrega dessas pessoas, informou o grupo na carta lida por Chávez na TV estatal venezuelana.   Antes de ler a carta, Chávez havia garantido que a operação para trazer de volta à liberdade os três reféns continuaria, embora se tenha "colocado em risco a modalidade em andamento", e não descartou a opção de lançar uma operação secreta.   "Um cessar-fogo abriria uma porta e permitiria que se mantivesse a opção (de entrega dos reféns a uma missão organizada pelo governo venezuelano e sob a égide da Cruz Vermelha) por mais um, dois ou três dias", afirmou Chávez. Do contrário, poderá "haver uma mudança de opção tática", afirmou.   Ele disse que se a patrulha que conduz os reféns conseguir chegar a um local seguro, haverá "mecanismos para enviar as coordenadas" para o resgate.   Em Villavicencio, cidade que serve de base para a operação de recuperação dos reféns, o presidente colombiano, Alvaro Uribe, negou que tenha "ocorrido combates" na área onde deveria ocorrer a soltura da ex-candidata à vice-presidência  Clara Rojas, seu filho nascido em cativeiro, Emmanuel, e a ex-deputada Consuelo González.   Uribe anunciou, a despeito disso, a criação de um "corredor livre"  de operações militares ativas, "para facilitar que as Farc transportem os seqüestrados".   'Mentiras'   O comissário de paz da Colômbia, Luis Carlos Restrepo, havia negado, mais cedo, que operações de qualquer natureza pudessem estar atrapalhando a libertação. Ele havia reafirmando que o governo colombiano criou todas as condições para que a soltura se dê em segurança.   Ele dissera, em entrevista coletiva, que "estamos acostumados com os embustes" das Farc, ao ser questionado sobre a demora na concretização da operação que deveria devolver a liberdade a Consuelo González, Clara Rojas e seu filho Emmanuel.   O comissário afirmou que "as Farc mentem ao país. Nós as conhecemos há 40 anos... faltam-lhes o respeito ao mundo", declarou.

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