Enrique De La Osa/Reuters
Enrique De La Osa/Reuters

Farc se unem ao governo colombiano por rapidez no diálogo de paz

Guerrilha insistiu na necessidade de acordos concretos, moderando a postura de não aceitar limites para a negociação

Reuters

14 de janeiro de 2013 | 17h13

HAVANA - A guerrilha colombiana Farc se uniu nesta segunda-feira, 14, ao governo do presidente Juan Manuel Santos para pedir maior "celeridade" na busca por um acordo de paz e para insistir na necessidade de acordos concretos, moderando assim sua postura inicial de não aceitar limites para a negociação.

A conclamação coincidiu com o início, em Havana, da terceira rodada de um processo de negociação iniciado em novembro, após mais de dez anos de hiato nas tentativas de encerrar um conflito interno que matou milhares de pessoas em quase cinco décadas.

"Em lugar de tanta retórica, comecemos com propostas concretas para discutir essa temática para ver como avançamos. Queremos chegar logo a um entendimento", disse a jornalistas o negociador-chefe da guerrilha, Iván Márquez, pouco antes do começo da sessão em um centro de convenções da capital cubana.

O chefe da delegação governamental colombiana, o ex-vice-presidente Humberto de la Calle, também pediu mais pressa nas negociações. "Queremos, com toda sinceridade, que isto tome um novo ritmo, estamos começando um novo ano, precisamos de ritmo, de caminhar adiante, a urgência só tem como propósito manter o apoio da cidadania a esse processo. As pessoas querem ver um processo eficaz, digno rápido, sério, e nisso é que estamos."

Desde o início do processo de paz, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se opõem à imposição de prazos, com o argumento de que não é possível solucionar em poucos meses um conflito tão prolongado.

Nesta segunda-feira, a guerrilha anunciou a primeira de dez propostas previstas para esta etapa, em que serão esboçados os princípios de uma reforma rural e agrária integral.

A proposta inclui entre outros propósitos a desconcentração e redistribuição da propriedade fundiária, a melhora nas condições de propriedade e produção para pequenos e médios proprietários e a adoção de limites contra a aquisição de terras por estrangeiros.

Além desse tema, o "mapa" definido pelas partes inclui também discussões sobre garantias para o exercício da oposição política por parte de integrantes das Farc, o fim do conflito, a luta contra o narcotráfico e indenizações às vítimas da guerra civil.

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