Farc tentaram contato com Equador para libertação de reféns

Correa afirmou que o Governo não fez contato com as Farc, mas os moradores conversaram com a guerrilha

EFE

22 de maio de 2008 | 01h13

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) tentaram entrar em contato com o Governo do Equador para discutir a libertação de reféns em seu poder, confirmou nesta quarta-feira o presidente equatoriano, Rafael Correa.   Correa afirmou em entrevista coletiva que seu Governo não entrou em contato com as Farc, mas disse que moradores do país conversaram com a guerrilha e informaram que ela quer tratar a libertação de reféns.   "Não temos contatos diretos, mas é óbvio que há pessoas que vivem no Equador que têm contato indireto com as Farc, e eles nos enviaram mensagens de que as Farc querem restabelecer o contato", assegurou Correa.   "Por óbvias razões de segurança não posso fornecer mais explicações, mas esperamos que se restabeleça um contato", acrescentou o governante, após insistir em que o Equador fará o que estiver a seu alcance para conseguir a libertação de todos os reféns das Farc.   Correa defendeu o direito de fazer esses contatos de tipo humanitário com os rebeldes, mesmo sem a aprovação de seu colega colombiano, Álvaro Uribe, pois lembrou que há equatorianos em poder das Farc.   O governante também assegurou que a incursão de tropas colombianas num ponto do território equatoriano onde as Farc tinham construído um acampamento clandestino "frustrou" uma possibilidade de libertar os reféns.   Nessa operação, no dia 1º de março, pelo menos, 26 pessoas morreram, entre elas o porta-voz internacional das Farc, "Raúl Reyes".   O ataque gerou uma forte resposta de Quito, que rompeu relações com Bogotá pela violação de seu território.

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