Farc tramavam sequestrar filhos do presidente Uribe, diz polícia

Plano visava pressionar negociação de um acordo humanitário

REUTERS

13 de dezembro de 2007 | 16h02

A polícia da Colômbia frustrou osequestro de dois filhos do presidente Alvaro Uribe edesarticulou um comando das Farc, principal guerrilha deesquerda do país, com a captura de dez suspeitos, afirmou naquinta-feira o diretor da Polícia Nacional, general OscarNaranjo. Segundo ele, o plano das Forças Armadas Revolucionárias daColômbia (Farc) era coordenado por três guerrilheirosconfinados em uma cadeia de segurança máxima e por seis homense quatro mulheres que foram capturados na operação. A prisão "é um golpe certeiro que evita a tragédia doterrorismo e nos permite manter a segurança e continuarprotegendo os filhos do senhor presidente, que foram declaradospor esses delinquentes, por esses criminosos, como um objetivomilitar", afirmou Naranjo. Ele apresentou uma gravação em que dois supostosintegrantes do comando falam do plano de sequestrar Jerónimo eTomás Uribe, dois jovens que costumam andar com um forteesquema de segurança, que inclui escoltas armadas, motos eveículos blindados. As Farc possuem cerca de 17 mil combatentes, e mantêm pelomenos 47 reféns, alguns sequestrados há quase dez anos. Entreeles está a ex-presidenciável Ingrid Betancourt, capturadadurante a campanha eleitoral. Os rebeldes querem trocar osreféns pela libertação de cerca de 500 prisioneiros. Naranjo não entrou em detalhes sobre o objetivo do plano desequestro feito pela coluna Teofilo Forero, a mais temida eativa das Farc. A coluna é acusada de cometer várias ações de grandeimpacto, como o ataque contra um clube no norte de Bogotá, em2003, que deixou 39 mortos. O grupo também abateu um avião comquatro norte-americanos em 2003. Três deles permanecem emcativeiro. Integrantes da mesma facção planejaram este ano atacarnorte-americanos na cidade de Melgar, um balneário turísticopróximo a Bogotá, e fazer um grande sequestro em Armenia. A guerrilha usa o sequestro como sua segunda fonte derenda, depois do narcotráfico, e também para fins políticos,segundo as forças de segurança. (Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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