Farc: Troca de prisioneiros só será possível sob novo governo

As Forças Armadas Revolucionárias daColômbia (Farc) anunciaram na terça-feira que os 49 refénsatualmente em seu poder só recuperarão a liberdade numa trocacom um novo governo, ao mesmo tempo em que classificou de"miserável" o presidente colombiano, Alvaro Uribe, por suadecisão de suspender a mediação que vinha sendo realizada pelopresidente venezuelano, Hugo Chávez. É a primeira reação da principal guerrilha colombiana àdecisão de Uribe de suspender a mediação de Chávez e dasenadora oposicionista do Partido Liberal Piedad Córdoba, parabuscar uma troca humanitária de prisioneiros. "Miserável, muito miserável a atitude de Uribe ao suspendera mediação humanitária do presidente Hugo Chávez e da senadoraPiedad Córdoba, quando era a única esperança de se conseguiruma troca de prisioneiros na Colômbia", disseram as Farc emcomunicado enviado à Reuters por email. "Para que haja troca e para que haja paz, precisamos de umnovo governo verdadeiramente democrático, fundado na soberaniado povo e na justiça social", acrescenta o comunicado. A decisão de Uribe, que assumiu a Presidência em 2002 e foireeleito no ano passado para um segundo mandato que terminaráem 2010, provocou uma enérgica reação de Chávez, que o chamoude mentiroso e o acusou de não querer a paz na Colômbia, paísabalado por um violento conflito interno que já dura quatrodécadas. Uribe, que com o apoio dos Estados Unidos promoveu umaagressiva campanha militar contra as Farc, obrigando o grupo arealizar um recuo estratégico, acusou o colega venezuelano delegitimar o terrorismo, de liderar um projeto expansionista ede incendiar o continente com constantes agressões a diferentesgovernos. O confronto verbal entre os dois presidentes levou à piorcrise diplomática entre os dois países em anos, que se agravounesta terça-feira com a decisão de Chávez de chamar seuembaixador em Bogotá para consultas. (Por Luis Jaime Acosta)

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