Felix espalha temor de enchentes após matar três no Caribe

Além da tempestade tropical na costa leste, furacão Henriette ameaça costa oeste do México

Agências internacionais,

05 de setembro de 2007 | 08h31

As enchentes e os deslizamentos de terra que a tempestade tropical Felix pode causar em partes da Nicarágua e Honduras preocupam ainda mais os governos, já que as previsões alertam para autos índices pluviométricos. Pelo menos três pessoas morreram durante a passagem do furacão na terça-feira, 4, e centenas estão desabrigadas. Veja também: Rota do furacão Felix  Enquanto isso, na costa oeste da América Central, o furacão Henriette ameaça regiões litorâneas do México e da baixa Califórnia. Aeroportos foram fechados, forçando os turistas a enfrentarem as fortes chuvas e a ressaca do mar. Antes de ser classificado como furacão, o Henriette deixou sete mortos em Cabo San Lucas e Acapulco, no México, no fim de semana.Apesar de ter perdido força ao chegar à Nicarágua, os países que estão na rota do Felix temem pelo rastro de destruição que o fenômeno deve deixar. Autoridades tentam evitar desastres semelhantes a passagem do furação Mitch, que em 1998 matou mais de 10 mil pessoas e deixou mais de 8 mil desabrigados.De acordo com informações registradas desde 1949, esta foi a primeira vez que dois furacões chegaram a terra firme ao mesmo tempo na América Central. Muitos culpam o aquecimento global pelo incidente."Atualmente, furacões tornaram-se incrivelmente violentos. Por exemplo, as águas do Caribe, do oceano Atlântico, subiram 2 graus", disse na terça-feira o presidente do México, Felipe Calderon, culpando as mudanças climáticas pelo fenômeno. Passagem perigosaNa Nicarágua, os ventos, que atingiram a marca de 260 km/h, arrancaram telhados e causaram estragos. "A situação é caótica. Puerto Cabezas está sendo totalmente destruída", segundo uma autoridade local.Num intervalo de 12 horas, o Felix passou no domingo de tempestade tropical para furacão, destelhando abrigos e derrubando postes de eletricidade na costa do Caribe. Antes de atingir a terra, mais de 12 mil pessoas foram retiradas do nordeste da Nicarágua. A tempestade ameaça muitos vilarejos hondurenhos e guatemaltecas mais para o interior, que ficam nas encostas e são vulneráveis a deslizamentos de terra. "A expectativa é que ele faça os rios transbordarem, cause deslizamentos e afete as estradas, por isso estamos pedindo às cidades que tomem medidas preventivas e retirem a população das áreas mais perigosas", disse José Ramón Salinas, da defesa civil de Honduras. Cerca de 70 mil hondurenhos foram levados para abrigos, mas 15 mil pessoas não tinham conseguido arranjar transporte e tiveram de ficar em casa.A temporada de furacões na bacia atlântica terá uma atividade maior que o normal, afirmou William Gray, professor de Ciências Atmosféricas da Universidade do Colorado (EUA), embora não vá ser tão ativa como as de 1995, 2004 e 2005.Gray afirmou em sua última previsão, em agosto, a formação de 15 tempestades e de oito furacões, dos quais quatro iam ser intensos.

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