Felix mata nove e deixa rastro de destruíção na América Central

Fortes chuvas provocam enchentes, deslizamentos e castigam população, deixando milhares de desabrigados

Agências internacionais,

05 de setembro de 2007 | 13h04

Apesar de perder força e ser considerado uma tempestade tropical, o furacão Felix, que está deixando um rastro de inundações, deslizamentos de terra e pelo menos nove mortes, ainda ameaça os países da América Central. Cinco países estão em alerta por conta das enchentes.   Veja também:  Rota do furacão Felix    Pelo menos 11 pessoas continuam desaparecidas e mais de 5 mil estão desabrigadas após a passagem do fenômeno pela Nicarágua. Entre os mortos estão um homem que se afogou quando seu barco virou, uma mulher cuja casa foi atingida por uma árvore e uma recém-nascida, que faleceu por falta de cuidados médicos.   No Pacífico, o furacão Henriette ruma para o norte, cruzando o golfo da Califórnia em direção à parte continental do México, depois de provocar fortes ventos e chuvas no balneário de Los Cabos, na península da Baixa Califórnia, na terça-feira.   O fenômeno forçou o fechamento de aeroportos e levou muita chuva, mas não causou mortes antes de retornar ao mar e levar os mexicanos a se prepararem para uma nova incursão da tempestade.   Apesar de o impacto direto não ter provocado vítimas, o Henriette havia provocado a morte de sete pessoas no litoral mexicano antes de atingir a região da Baja Califórnia.   O governo hondurenho retirou 30 mil pessoas da rota do Félix. Seus ventos máximos caíram para 45 km/h, mas mesmo assim há previsão de 150 a 250 milímetros de chuvas no norte da Nicarágua e de El Salvador, de 200 a 380 milímetros em grande parte de Honduras, e até 640 milímetros nas áreas montanhosas.   "Essas chuvas devem produzir inundações-relâmpago e deslizamentos capazes de matar. As pessoas em áreas propensas a enchentes devem tomar todas as medidas necessárias para proteger a vida e os bens", disse o Centro Nacional de Furacões dos EUA, com sede em Miami.   O Félix chegou na terça-feira ao litoral da América Central como um furacão da categoria 5, o topo da escala, ameaçando repetir a devastação provocada pelo Mitch, que matou mais de 10 mil pessoas na região em 1998.   Ajuda internacional   O Ministério de Exteriores espanhol, através da Agência Espanhola de Cooperação Internacional (Aeci), ofereceu uma ajuda imediata de € 150 mil euros, cerca de US$ 204 mil, a Honduras e à Nicarágua após a passagem do furacão Félix.   Segundo o ministério informou em nota, as embaixadas da Espanha e os Escritórios Técnicas de Cooperação nos países atingidos estão em contato permanente com as autoridades locais para avaliar as necessidades humanitárias mais urgentes.   Como primeira medida concreta, a Espanha ofereceu ajuda financeira às autoridades nicaragüenses para a aquisição do material necessário para atender as vítimas.

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