Rafael Urzua/Reuters
Rafael Urzua/Reuters

Fernando Lugo é hospitalizado em Assunção após reação alérgica

Presidente sofreu uma inflamação bucal dias após ter passado por 3ª sessão de quimioterapia

Efe,

30 de setembro de 2010 | 22h11

ASSUNÇÃO- O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, em tratamento contra o câncer linfático que foi diagnosticado em agosto, foi hospitalizado na noite desta quinta-feira, 30, com uma reação alérgica, informaram fontes médicas.

 

Lugo deu entrada às 17h hora local (18h horário de Brasília) no hospital particular Migone, na capital paraguaia, "por precaução" e seu estado será avaliado na sexta, informou o médico Alfredo Boccia.

 

Após cumprir a agenda oficial na residência presidencial, o chefe de Estado foi para o hospital depois de sofrer uma inflamação bucal e, segundo Boccia, já se encontra em bom estado e seu caso não é grave.

 

"Pela manhã, recebeu uma pequena injeção de anestesia local por um quadro odontológico leve que, aparentemente, acabou gerando uma reação alérgica", reiterou o médico.

 

Lugo, de 59 anos, apresentou esta sensibilidade seis dias depois da terceira sessão de quimioterapia à qual foi submetido na sexta passada, no Brasil.

 

"Dado que está no período de diminuição das defesas do organismo, o presidente foi submetido a uma série de exames, entre eles coletas de material, tomografias e análise de sangue para descartar alguma infecção incipiente", disse Boccia em entrevista coletiva.

 

"Ele foi examinado por especialistas, mas, por precaução, passará a noite no hospital e o veremos amanhã de manhã, para dar alta até meio-dia", informou.

 

O médico disse também que ainda não tem todos os resultados das análises e que a tomografia do crânio até o abdômen realizada nesta quinta-feira não revelou nenhuma irregularidade.

 

"Suas defesas estão medianamente baixas. O número de seus glóbulos brancos é de 3,2 mil, que é inferior ao normal, mas ainda se encontra acima dos níveis de risco", explicou.

 

"Ele se encontra bem, analisando os fatos do Equador", acrescentou o médico em alusão à situação que enfrenta este país após o protesto de policiais contra o governo do presidente Rafael Correa.

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