Fidel antecipa felicitações pelos 100 anos de Oscar Niemeyer

Líder cubano elogia arquiteto em carta escrita por ocasião da publicação do livro de Niemeyer 'O Ser e a Vida'

Efe,

15 de dezembro de 2007 | 17h15

O líder cubano, Fidel Castro, parabenizou o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, que completa 100 anos neste sábado, 15, em carta escrita há dois meses e publicada hoje na imprensa cubana. "Muitas felicidades pelo seu aniversário. Que muitas pessoas vivam e desfrutem mais de 100 anos como você", expressou Fidel a Niemeyer no fim da carta, datada do dia 10 de outubro e escrita por ocasião da publicação do livro do arquiteto O Ser e a Vida. Uma nota publicada hoje no jornal oficial Granma explica o motivo dos cumprimentos antecipados, justificando que Fidel aproveitou a ocasião para transmitir seus votos pessoais. "Suas palavras de introdução de O Ser e a Vida me lembram as de (José) Martí - em referência ao mártir cubano - quando escreveu Ismaelillo para crianças e adolescentes", afirmou. "Você tem meu apoio completo na árdua batalha para estimular o hábito de ler. Diz que, sem a leitura, o jovem sai da escola sem conhecer a vida", escreveu o líder cubano ao arquiteto brasileiro. Fidel escreveu a Niemeyer que "ler é uma armadura contra todo qualquer tipo de manipulação. Mobiliza as consciências, nosso principal instrumento de luta contra o poder devastador das armas modernas que o império possui (...)". O líder cubano afirmou que a leitura "desenvolve a mente e fortalece a inteligência, do mesmo modo que caminhar fortalece os músculos das pernas, estimula o sentido crítico e é um antídoto contra os instintos egoístas do ser humano". "Nossa luta contra o analfabetismo foi apenas o ponto de partida para que não se perdesse nenhum talento e para que não existissem seres humanos excluídos da possibilidade de conquistar sozinhos a mais plena liberdade. Nunca dissemos ao povo cubano 'acredite', mas 'leia'", afirmou. Na carta pelos 100 anos do arquiteto, Fidel afirma que, "sem cultura, não há liberdade nem salvação possível. Como lhe escrevi antes, só uma consciência maior nos manterá firmes em nossa vontade de lutar pelas idéias mais justas e pela sobrevivência da espécie humana". O líder cubano está se recuperando de uma grave doença intestinal que o levou a passar o poder provisoriamente a seu irmão Raúl Castro, primeiro vice-presidente e ministro das Forças Armadas, em 31 de julho de 2006. Desde então, Fidel não aparece em público, mas se mantém presente através de fotos, vídeos, mensagens e artigos publicados na imprensa local, numa coluna que batizou de Reflexões.

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