Fidel Castro diz apoiar políticas de Raúl para melhorar Cuba

Para ele, irmão tenta aumentar a produtividade do trabalho, da economia e da produção agrícola do país

Efe,

25 de junho de 2008 | 01h15

Fidel Castro disse nesta terça-feira, 24, a um líder comunista chinês que apóia os "esforços" de seu irmão mais novo e presidente de Cuba, Raúl, para aumentar a produtividade do trabalho, da economia e da produção agrícola, destaca um comunicado oficial. "Fidel avaliou os esforços da direção da revolução e, particularmente, do companheiro Raúl quanto à unidade, à produtividade do trabalho, ao aumento da produção agrícola e à economia, que são de grande importância", diz a nota divulgada pelo Governo da ilha. No sábado, no segundo de três artigos nos quais criticou a União Européia depois de esse bloco ter retirado as sanções impostas ao Governo cubano em 2003, Fidel afirmou que não lidera uma "facção ou grupo" e que não existe uma divisão no Partido Comunista de Cuba. O líder revolucionário, que completará 82 anos em 13 de agosto, se reuniu nesta terça-feira, 24, com o secretário de Controle Disciplinar do Comitê Central do Partido Comunista da China, He Guoqiang, a quem disse que atualmente se dedica, sobretudo, a recolher informações, frisa o comunicado. "O que eu faço? Coopero reunindo notícias e dados, fazendo análises sobre os problemas internacionais mais agudos, as quais forneço à direção do Partido e do Estado", comentou ao visitante, segundo o relato oficial. "Disponho de tempo para recolher grande quantidade de informação, atividade à qual dedico quase todas as horas do dia", acrescentou o ex-líder, que continua sendo o primeiro-secretário do Partido Comunista, o único permitido na ilha. O dirigente chinês é o quinto estrangeiro a ser recebido por Fidel Castro este ano e o único que não é chefe de Estado, depois dos presidentes latino-americanos de esquerda Luiz Inácio Lula de Silva (Brasil), Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Tabaré Vázquez (Uruguai).

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.