Fidel Castro escreve coluna sobre futuro da economia socialista

Em publicação do jornal Granma, líder cubano adverte para perigo de avalanche de capital estrangeiro

REUTERS

04 de setembro de 2007 | 15h17

O líder cubano Fidel Castro entrou no debate sobre o futuro da economia socialista na era após sua morte, em uma coluna na edição desta terça-feira, 4, do jornal Granma, do Partido Comunista. Artigo no Granma (em português)Mais de um ano depois de transferir o poder ao irmão Raúl devido a uma doença misteriosa e desaparecer da vida pública, Fidel, 81, advertiu sobre o perigo de uma avalanche de capital estrangeiro."Não se pode prescindir de algumas empresas mistas, porque controlam mercados imprescindíveis. Mas também não se pode inundar o país de dinheiro sem vender a soberania", escreveu.Raúl disse em julho que estava estudando o aumento dos investimentos estrangeiros para reativar a indústria local e substituir importações, mas sempre dentro das regras do jogo do socialismo.Na década de 1990, Cuba abriu sua economia aos investimentos estrangeiros, em resposta à crise causada pela desintegração da União Soviética.Embora a centralização da economia tenha reduzido o número de empresas mistas de 392 em 200 para 236 no final de 2006, Cuba registrou no ano passado ingressos de US$ 981 milhões em investimentos estrangeiros, número recorde.

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