Fidel Castro reconhece que esteve entre a vida e a morte

Em ´reflexão´ publicada nesta segunda, presidente diz que EUA ´jamais´ terão Cuba

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 14h26

O líder cubano, Fidel Castro, afirma nesta segunda-feira, 18 que esteve "entre a vida e a morte" e que os Estados Unidos não terão Cuba "jamais". A declaração do presidente foi divulgada em uma "reflexão e manifesto para o povo cubano" publicada na imprensa oficial. "Em breve, completará um ano desde que adoeci e, quando estava entre a vida e a morte, expressei na proclama de 31 de julho de 2006: ´não tenho a menor dúvida de que nosso povo e nossa revolução lutarão até a última gota de sangue´", afirma o líder cubano, que está se recuperando de uma doença que o levou a delegar provisoriamente suas funções em 31 de julho do ano passado. Em seu artigo, que se soma às 17 reflexões que escreveu desde o final de março, Fidel afirma que a ilha continuará "adquirindo o material necessário" para se defender. "Cuba continuará desenvolvendo e aperfeiçoando a capacidade combativa de seu povo, incluindo nossa modesta, mas ativa e eficiente, indústria de armas defensivas", diz. "Garanto-lhes que jamais terão Cuba", afirma Fidel Castro, dirigindo-se ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a quem volta a atacar no artigo. O líder cubano afirma também que a economia da ilha crescerá "o necessário e o possível". Retorno Fidel conversou nos últimos dez dias com os presidentes da Bolívia, Evo Morales; da Venezuela, Hugo Chávez, e da Nicarágua, Daniel Ortega, em reuniões de várias horas que não tiveram divulgação de imagens ou fotografias. Após quatro meses sem imagens de Fidel Castro, a televisão cubana divulgou em 2 de junho um vídeo do líder cubano em reunião com um dirigente do Partido Comunista de Cuba. Três dias depois, a televisão estatal emitiu a primeira entrevista concedida pelo líder cubano em mais de dez meses de convalescença, na qual Fidel aparecia com roupas esportivas, aspecto mais saudável e falando animadamente durante pouco mais de 50 minutos. Como já tinha indicado no final de maio em uma de suas "reflexões", Fidel disse que está voltado para o que deve fazer, em referência a se processo de recuperação, e disse que sua doença não é mais segredo de Estado, como ele mesmo tinha declarado em 1º de agosto.

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