Reprodução/Cubadebate
Reprodução/Cubadebate

Fidel comemora Dia da Rebeldia Nacional na Praça da Revolução

Líder não compareceu às comemorações oficiais, mas depositou flores em monumento a José Martí

estadão.com.br,

26 de julho de 2010 | 23h05

HAVANA- O líder cubano Fidel Castro celebrou discretamente nesta segunda-feira, 26, o Dia da Rebeldia Nacional, ao se vestir com sua emblemática camisa verde-oliva para depositar flores em frente a estátua de José Martí, na Praça da Revolução. Depois, o ex-ditador se reuniu com intelectuais, segundo imagens transmitidas pela televisão local. As informações são da agência de notícias AFP.

 

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Fidel não compareceu às comemorações oficiais em Santa Clara lideradas pelo seu irmão e atual presidente da ilha, Raúl Castro, frustrando as expectativas de 90.000 cubanos que compareceram ao evento. O líder, no entanto, foi ao meio-dia à Praça da Revolução para levar uma oferenda floral ao monumento a Martí, a quem considera o "autor intelectual" do assalto ao Quartel Moncada em 26 de julho de 1953, primeira ação armada da revolução cubana.

 

Após a cerimônia, Fidel, que em 13 de agosto completará 84 anos, se encontrou com dezenas de intelectuais, líderes evangélicos, membros do grupo norte-americano Pastores pela Paz e familiares do falecido comandante da revolução Juan Almeida.

 

Esta é a sétima aparição pública do ex-presidente em três semanas, após quatro anos de reclusão devido a uma doença que o obrigou a abandonar o poder em julho de 2006 e delegá-lo a seu irmão.

 

No sábado, Fidel surpreendeu os cubanos ao aparecer com sua camisa verde-oliva no povoado de Artemisa, que tem um mausoléu no qual estão os restos mortais de cerca de 20 pessoas do grupo que assaltou o Quartel Moncada . Esta foi a primeira saída oficial fora de Havana de Fidel em quatro anos.

 

O líder comunista anunciou hoje aos intelectuais e artistas que publicará um livro de sua autoria sobre a guerra de guerrilhas em Sierra Maestra, e afirmou que solicitará uma audiência na Assembleia cubana para discutir a crise no Oriente Médio e os perigos de uma guerra que, segundo ele, pode acontecer em breve na região.

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