Fidel compara planos de ajuda dos EUA aos de Cuba

Cubano diz que seu país é mais eficiente em apoio nas áreas de saúde e educação

Reuters e Associated Press

15 Julho 2007 | 16h14

O presidente de Cuba, Fidel Castro, zombou dos esforços do governo Bush para diminuir os problemas sociais na América Latina, alardeando que seu pobre país poderia superar os Estados Unidos na ajuda em saúde e educação. "Bush vai descobrir que o sistema econômico e político do império não pode competir na área de serviços vitais como educação e saúde com Cuba, atacada e bloqueada por quase 50 anos", escreveu Fidel em um editorial publicado no jornal oficial Juventude Rebelde. "Todo mundo sabe que a especialidade dos Estados Unidos na área de educação é roubar cérebros", sustentou Fidel, citando um relatório da Organização Mundial do Trabalho que revelou que 47% dos estudantes estrangeiros que conquistam o título de Ph.D. nos EUA permanecem no país. Fidel cita também que há mais médicos etíopes trabalhando em Chicago do que em toda a Etiópia. Um programa cubano de alfabetização está sendo usado por milhões de pessoas em toda a América Latina e Caribe, acrescentou Fidel. Pelo programa, milhares de jovens pobres da América Latina podem se graduar médicos em Cuba e têm o compromisso de regressar às comunidades de onde saíram. A administração Bush recebeu 150 delegações da América Latina e 90 organizações dos EUA esta semana para discutir o trabalho social do país na região e promover esforços corporativos. A Conferência da Casa Branca sobre as Américas contou com a presença de Bush, sua esposa, Laura, e cinco membros de seu gabinete como parte de um esforço para conter o uso dos programas de educação e saúde de Cuba e Venezuela para ganhar os corações e mentes na América do Sul. Fidel ridicularizou no domingo o giro de quatro meses pela região do navio-hospital Comfort dos Estados Unidos. "Você não pode efetuar programas médicos por episódios", disse ele, comparando a próxima parada do navio no Haiti com o trabalho de centenas de médicos cubanos em quase uma década no local e o treinamento de haitianos em Cuba.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.