Fidel critica nomeação de Uribe em comissão da ONU para investigar Israel

Para líder cubano, indicação de ex-mandatário colombiano é 'um absurdo e um disparate'

Efe

16 de agosto de 2010 | 13h46

HAVANA - O ex-líder cubano Fidel Castro considera um "disparate" e um "absurdo" a nomeação do ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe para membro da comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) que investigará o ataque de Israel à frota humanitária que se dirigia à Faixa de Gaza, segundo artigo publicado nesta segunda-feira, 16.

 

"Tal decisão outorga a Uribe, acusado por crimes de guerra, total impunidade, como se um país cheio de valas comuns com corpos de pessoas assassinadas, algumas até com 2 mil vítimas, e sete bases militares ianques, mais o resto das bases militares colombianas a seu serviço, não tivesse nada a ver com o terrorismo e o genocídio", diz Fidel. Seu artigo foi nos jornais cubanos.

 

Álvaro Uribe assumiu no último dia 10 a vice-presidência do comitê das Nações Unidas que investigará o ataque israelense à frota humanitária, ocorrido em 31 de maio, que deixou nove mortos.

 

A participação do ex-líder colombiano gerou críticas, particularmente na Colômbia, enquanto o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, defendeu sua nomeação. Para Fidel Castro, o secretário-geral da ONU nomeou Álvaro Uribe "cumprindo ordens superiores".

 

O ataque ocorreu no dia 31 de maio e deixou nove ativistas turcos mortos. O episódio causou revolta na comunidade internacional, principalmente entre os países islâmicos e árabes, e fez com que as relações entre Turquia e Israel fossem danificadas. O caso também fez com que as atenções fossem voltadas para o bloqueio do Estado judeu ao território palestino, posteriormente revisto.

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