Fidel denuncia campanha 'imperialista' para desgastar China

Em artigo intitulado "A vitória chinesa", cubano critica dalai-lama por elogiar esforços dos EUA por 'liberdade'

Efe,

01 de abril de 2008 | 11h37

O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou nesta terça-feira, 1, em sua coluna de reflexões que há uma "campanha orquestrada contra a China" pelo "imperialismo" para manchar os próximos Jogos Olímpicos. "Por que o imperialismo se empenha tanto em submeter a China, de forma direta ou indireta, a um desgaste internacional?", pergunta o líder cubano após fazer uma apresentação detalhada da história. Veja também: China revela identidades de 14 vítimas dos distúrbios de Lhasa  China acusa tibetanos de planejar ataques suicidas  Entenda os protestos no Tibete "A campanha orquestrada contra a China é como um toque de clarim chamando à degola para manchar o merecido êxito do país e seu povo como anfitriões dos próximos Jogos Olímpicos", afirma o Fidel. O ex-presidente, que passou o comando a seu irmão Raúl Castro em 24 de fevereiro, lembra que "o governo de Cuba emitiu uma declaração categórica de apoio à China, em respeito à campanha contra ela vinculada ao Tibete", e acrescenta que "a posição foi correta". "O dalai-lama, condecorado com a Medalha de Ouro do Congresso dos Estados Unidos, elogiou George W. Bush por seus esforços em favor da liberdade, da democracia e dos direitos humanos", diz a coluna intitulada "A vitória chinesa" e divulgada pela imprensa cubana. "A guerra no Afeganistão foi qualificada pelo dalai-lama como 'uma libertação', a Guerra da Coréia como 'semilibertação' e a do Vietnã como 'um fracasso'", acrescenta o líder revolucionário cubano de 81 anos.  "A China respeita o direito dos cidadãos de crer ou não. Há neste país grupos de fiéis muçulmanos, cristãos católicos e não católicos e de outras crenças e dezenas de minorias étnicas, cujos direitos são garantidos pela Constituição", prossegue. "Em nosso Partido Comunista (cubano) a religião não é obstáculo para ser militante. Respeito o direito à crença do dalai-lama, mas não estou obrigado a crer nele", diz Castro. Fidel também diz que a China "é extremamente sensível a tudo o que se relaciona com a integridade de seu território" e aplaude o resultado das eleições de 23 de março em Taiwan, nas quais foi eleito presidente Ma Ying-jeou, do partido Kuomintang. A eleição de Ma Ying-jeou é "uma vitória política e moral da China" e "afasta do poder" em Taiwan o Partido Democrata Progressista (PDP), que "estava prestes a dar novos e funestos passos", acrescenta o artigo.

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