Fidel denuncia política desleal dos EUA contra Cuba

Em novo artigo, presidente cubano critica a prisão dos cinco agentes cubanos acusados de espionagem

Efe,

23 de agosto de 2007 | 14h05

O líder cubano, Fidel Castro, denunciou nesta quinta-feira, 23, a "pérfida" política dos Estados Unidos contra Cuba em uma nova reflexão, na qual defendeu a inocência dos cinco agentes cubanos que estão presos em penitenciárias americanas. Veja também:  Leia o artigo na íntegra Leia a íntegra dos artigos assinados por Fidel Castro "O destino cruel e insólito dos cinco antiterroristas presos nos Estados Unidos e o de seus parentes obedece à política pérfida e confessa de Washington de usar terrorismo contra o povo cubano", afirmou Fidel. No artigo, publicado na capa do jornal oficial Granma sob o título "Derrota moral sem precedentes do império", Fidel se refere à última apelação feita pelos cinco agentes cubanos condenados nos Estados Unidos sob acusação de espionagem. "Em casos reais de espionagem julgados recentemente nos Estados Unidos, a pena não passa de 10 anos. Aos nossos cinco compatriotas, nem sequer foi possível provar a acusação de conspiração para cometer espionagem", afirmou. Os agentes cubanos Gerardo Hernández, Fernando González, Ramón Labañino, René González e Antonio Guerrero foram detidos em 12 de setembro de 1998 após a desarticulação da "Rede Vespa", no sul da Flórida. Eles foram condenados por espionagem a penas que variam entre 15 anos e prisão perpétua. Em agosto de 2005, um Tribunal Federal de Apelações de Atlanta decidiu que o julgamento de Miami deveria ser anulado, mas um ano depois o mesmo tribunal voltou atrás em seu próprio veredicto após uma apelação da Promotoria americana. No dia 16, os advogados dos agentes, conhecidos em Cuba como "os cinco heróis", pediram ao 11º Tribunal de Apelações de Atlanta um novo julgamento, alegando que o processo foi influenciado por questões políticas. As autoridades da ilha admitem que os cinco cubanos eram agentes, mas afirmam que trabalhavam na investigação de possíveis atentados terroristas contra Cuba e não estavam realizando nenhuma atividade que pudesse afetar a segurança nacional dos Estados Unidos. O chefe da Revolução Cubana, de 81 anos, se recupera de uma grave doença intestinal que o obrigou a delegar o poder a seu irmão mais novo, o general Raúl Castro, em 31 de julho de 2006. Fidel Castro, que não aparece em público desde 26 de julho de 2006, se mantém presente na vida do país através das "reflexões" que passou a publicar em março na imprensa local.

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