Fidel desafia EUA a tratarem prisioneiros 'tão bem' quanto Cuba

Ex-presidente cubano afirma que "nenhum dos mercenários foi privado de advogado ou julgamento" na ilha

Agência Estado e Associated Press,

24 de março de 2008 | 13h35

O ex-presidente cubano Fidel Castro defendeu nesta segunda-feira, 24, a repressão a opositores políticos realizada há cinco anos e desafiou os Estados Unidos a tratarem seus presos com a mesma humanidade que Cuba. "Que enorme diferença entre os métodos dos Estados Unidos e de Cuba", escreveu Fidel em um artigo publicado pela imprensa cubana, numa aparente referência à forma como o governo americano lida com suspeitos de terrorismo. "Nenhum desses mercenários foi torturado ou privado de advogado ou julgamento", escreveu Fidel em uma rara menção pública ao caso dos 75 dissidentes detidos em 2003. Cuba os acusou de serem mercenários a serviço dos EUA que trabalhavam para minar o governo comunista cubano. Tanto os dissidentes quanto funcionários americanos negaram a acusação. Vinte dos 75 foram libertados, 16 por motivos médicos e quatro enviados ao exílio na Espanha. "Eles têm direito a receber visitas, acesso a visita íntima e todas as outras prerrogativas legais de detentos", afirma Fidel no artigo.

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