Fidel diz que 'direita racista' bloqueia avanços de Obama

Ex-líder de Cuba saiu em defesa do presidente americano, que tenta 'melhorar imagem deteriorada dos EUA'

Reuters

25 de agosto de 2009 | 08h09

O ex-líder de Cuba, Fidel Castro, publicou um artigo nesta terça-feira, 25, no qual demonstrou uma postura conciliatória com o presidente dos EUA, Barack Obama. Segundo Castro, o americano está tentando realizar avanços positivos para seu país, mas é combatido a cada passo que dá por direitistas que o odeiam por ser negro.

 

Veja também:

lista Leia na íntegra o artigo de Fidel Castro no Cubadebate (em espanhol)

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Em seu texto sobre Obama, Castro disse que o presidente herdou muitos problemas de seu antecessor George W. Bush e que está tentando resolvê-los, mas que a "poderosa extrema direita não se resigna a nenhuma medida que em um grau mínimo diminua suas prerrogativas". 

O cubano escreveu que Obama não pretende mudar o sistema político e econômico dos EUA, mas "apesar disso, a extrema direita o odeia por ser afroamericano, e combate o que o presidente faz para melhorar a imagem deteriorada do país".

"Não guardo a menor dúvida de que a direita racista fará o possível para desgastá-lo, obstaculizando seu programa para tirá-lo do jogo por uma ou outra via, com menor custo político possível ... Tomara que eu me engane!", escreveu o ex-governante em sua coluna no site Cubadebate

Castro escreve para meios estatais cubanos e tem criticado duramente Obama, mas ocasionalmente elogia o presidente americano e também já disse que o observa rigorosamente para ver se é sincero com relação ao que disse sobre mudar a política do seu país com Cuba.

Obama declarou que pretende colocar um fim nos 50 anos de hostilidades entre Washington e a ilha caribenha e aliviar o embargo comercial que seu país impôs ao governo comunista.

O presidente dos EUA, no entanto, já disse que o embargo só será retirado se Cuba mostrar progressos com relação aos direitos humanos e os presos políticos, dois temas que o presidente Raúl Castro, irmão de Fidel, se propôs a discutir.

O ex-líder, com 83 anos, governou Cuba durante 49 anos depois de chegar ao poder com a revolução de 1959, mas deixou a presidência no ano passado, que passou a ser ocupada pelo seu irmão Raúl.

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