Fidel diz que 'imperialismo' pretende desintegrar a Bolívia

'Faltam apenas dias, ou talvez horas, para que a Bolívia sofra eventos dramáticos', afirma cubano

Efe,

01 de maio de 2008 | 04h21

O ex-presidente cubano Fidel Castro assegurou nesta quinta-feira, 1, em um artigo que "o imperialismo (EUA) se empenha para desintegrar a Bolívia", em aliança com "oligarcas de Santa Cruz", região autonomista desse país, e setores militares. "Faltam apenas dias, ou talvez horas, para que a Bolívia sofra eventos dramáticos", afirma Fidel. "Com os oligarcas de Santa Cruz à frente, quatro de seus departamentos, dos mais fortes economicamente, querem se declarar independentes e projetaram, com o apoio do império, seu programa de consultas populares, nas quais os meios de comunicação de massa prepararam o terreno e a opinião dos eleitores com todos os tipos de ilusões e enganos", afirmou Fidel. Os líderes da região oriental de Santa Cruz - a mais próspera da Bolívia e onde existe a maior rejeição ao presidente Evo Morales - promoveram um referendo que será realizado no próximo domingo para ratificar seu estatuto de autonomia. "As Forças Armadas (bolivianas), em virtude de suas funções históricas em um país agredido e despojado do mar e outros recursos vitais, não desejam a desintegração da Bolívia", afirmou Fidel. O líder da Revolução Cubana acrescenta que "para os povos e Governos da América Latina (a situação na Bolívia) será uma prova de fogo".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.