Fidel é cada cidadão que luta por liberdade, diz chanceler

Ministro de Cuba rebate críticas de Bush e diz que legitimidade do governo não depende de diálogo com os EUA

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

03 de março de 2008 | 09h14

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Felipe Pérez Roque, garante que Fidel Castro ainda está presente nas decisões do país. "Porque Fidel é o seu povo. Fidel é cada homem e mulher no mundo que luta por justiça e liberdade", disse o ministro. Segundo Pérez Roque, é isso que o governo norte-americano não entenderia e que manteria a legitimidade do governo de Raúl Castro. A fala do ministro faz referência à afirmação do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de que não manterá diálogo com Raúl Castro, já que isso conferiria "grande status" a um governo "que tem suprimido os direitos humanos e a dignidade humana".      Veja também:   Bush rejeita diálogo com Raúl sem democratização de Cuba Leia a cobertura completa sobre a sucessão de Fidel Após 49 anos no poder, Fidel Castro renuncia à Presidência   O general Raúl Castro, de 76 anos, foi escolhido no dia 24 de fevereiro como o novo chefe de Estado em substituição ao irmão Fidel, que ficou quase meio século no poder. Após a posse do novo presidente cubano, George W. Bush afirmou que não manteria um diálogo com o novo presidente enquanto não ocorresse uma verdadeira democratização na ilha caribenha.   Ao ser perguntado, durante entrevista coletiva, sobre o que perderia com o encontro, Bush disse: "O que se perde constrangendo um tirano que coloca seu povo na prisão por causa de suas convicções políticas? O que se perde é que isso envia a mensagem errada." "Isso dará um grande status aos que têm suprimido os direitos humanos e a dignidade humana. Eu não estou sugerindo que não haverá nunca um momento para falar", afirmou Bush, mas acrescentou que agora não é o momento de começar discussões com Raúl Castro.   Em seu discurso de posse perante a Assembléia Nacional, Raúl Castro anunciou que sua prioridade será satisfazer as necessidades básicas da população. O novo líder cubano também anunciou a reestruturação do governo e antecipou que se produzirá uma redução dos organismos do Estado para "a gestão ser mais eficiente". Raúl já substituía Fidel interinamente desde que o líder adoeceu, em julho de 2006.   (com agências internacionais)

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