Fidel elogia Obama, mas mostra receio sobre gestão

Líder cubano volta com sua coluna 'reflexões' e, além dos EUA, fala sobre a visita de Cristina Kirchner

Efe,

22 de janeiro de 2009 | 03h37

O líder cubano Fidel Castro louvou nesta quarta-feira, 21, a "honestidade" do novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mas frisou que ainda tem "dúvidas" sobre sua gestão. Fidel expressou suas ideias sobre o novo presidente americano no primeiro artigo da coluna "Reflexões" que escreveu nas últimas cinco semanas. Veja também:Obama congela salários de altos funcionários da Casa BrancaObama prepara fim de GuantánamoSurge a Casa Branca 2.0 Com Obama, EUA podem voltar a crescer em 2010Cobertura especial da posse no blogCrise e guerras ocupam agenda do primeiro dia de ObamaÍntegra do discurso de posse de Obama O que você achou das roupas de Michelle? TV Estadão: Celso Lafer fala sobre a posse Ouça o juramento de Barack Hussein Obama Veja galeria de fotos da festa A vida de Barack Obama em imagens  Imagens da família Obama    Fidel assegurou que não tem "a menor dúvida sobre a honestidade com que Obama" expressou suas ideias durante a posse, mas que "apesar de suas nobres intenções", ainda restam "muitas dúvidas" a serem esclarecidas. O ex-presidente, cujo silêncio em momentos importantes para Cuba tinha gerado rumores sobre sua saúde, dedica sua primeira "Reflexão" desde dezembro à presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, com quem se reuniu na quarta-feira. Sobre as "dúvidas" que tem sobre Obama e que disse ter analisado com Cristina, Fidel diz: "Como exemplo, me perguntava: como poderia um sistema esbanjador e consumista por excelência preservar o meio ambiente?". O ex-líder cubano, de 82 anos, que não aparece em público desde julho de 2006, detalhou que sua conversa com a governante argentina "durou 40 minutos" e que "a troca de ideias foi intensa e interessante". Fidel disse que Cristina "é uma pessoa de convicções profundas", e destacou que "não houve debates" durante a reunião com ela, que finalizou uma visita de três dias à ilha. "Muitos outros aspectos de política nacional e internacional de Cuba e da Argentina foram abordados", afirmou Fidel, que, segundo Cristina, está "muito bem".

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