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Fidel falta novamente a evento comemorativo a revolução

Com música e dança, mas sem Fidel Castro, Cuba celebrou na quinta-feira o 50o aniversário da triunfal entrada do líder revolucionário em Havana, depois da guerrilha que derrubou o ditador Fulgencio Batista. O presidente Raúl Castro, acompanhado do colega equatoriano, Rafael Correa, participou da cerimônia em um antigo quartel onde, no dia 8 de janeiro de 1959, uma pomba branca pousou casualmente sobre o ombro de Fidel quando ele discursava para milhares de cubanos em festa. Fidel não é visto em público desde julho de 2006, quando foi internado para uma cirurgia intestinal, e foi novamente o grande ausente neste mês de celebrações, que começaram com um discurso no dia 1o --aniversário da fuga de Batista-- na cidade de Santiago de Cuba, no sudeste do país, onde Fidel declarou a vitória revolucionária meio século atrás. Depois da queda de Batista, Fidel passou oito dias atravessando triunfalmente a ilha, até ser recebido como herói por multidões que lotavam as ruas da capital. Nesta semana, uma caravana repetiu o percurso, tendo chegado na quinta-feira a Havana. À frente do grupo estava o físico nuclear "Fidelito", 59 anos, envergando uma farda igual à que o pai usava na ocasião. A ausência de Fidel, 82 anos, alimenta especulações quanto à saúde dele. O governo não se pronuncia sobre o assunto. Raúl não discursou na quinta-feira, cedendo essa honra a Correa, que elogiou a revolução como sendo um fato histórico para a América Latina e condenou o embargo econômico imposto pelos EUA à ilha em 1962, e ainda em vigor. "Hoje exigimos o fim do embargo criminoso, genocídio premeditado pelos mesmos poderes de sempre", disse Correa, parte de uma nova geração de líderes esquerdistas da América Latina. Desde que se afastou do poder, Fidel só é visto em raros vídeos e fotos, além de escrever artigos regulares na imprensa e receber dignitários estrangeiros. Em fevereiro, ele transferiu formalmente o poder a seu irmão Raúl. No dia 1o, Fidel divulgou uma breve nota de congratulações ao povo cubano pela data revolucionária. Desde 15 de dezembro, porém, ele não publica artigos na imprensa estatal.

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