Fidel pede a Bush que suspenda bloqueio a Cuba

Em declaração, o líder cubano ainda pede ao presidente norte-americano que não ameace o mundo

Efe,

21 de outubro de 2007 | 18h24

O líder cubano, Fidel Castro, pediu neste domingo, 21, ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que suspenda o bloqueio contra a ilha e não ameace a humanidade com uma guerra nuclear. O pedido foi transmitido pela televisão local e lido pela presidente da mesa eleitoral onde o dirigente cubano está inscrito. "Bush está obcecado com Cuba", afirma a declaração, que ressalta que "a soberania não pode ser negociada". Fidel exerceu neste domingo seu direito ao voto nas eleições municipais cubanas do local onde se recupera da grave doença que o mantém afastado do poder há quinze meses. O líder cubano exigiu que Bush ponha fim ao "bloqueio genocida" - em alusão ao embargo que os Estados Unidos mantêm contra Cuba há 45 anos -, a "seu apoio ao terrorismo" e a "sua lei assassina de ajuste cubano, sua política de pés secos e pés molhados". Outro pedido feito diz respeito aos cubanos que imigraram para os EUA e desejam obter residência assim que pisam no território. "Suas ameaças de ataque nunca nos intimidaram", acrescentou.  "Não ataque outros, não ameace a humanidade com uma guerra nuclear; os povos se defenderão e nessa fogueira todos morrerão", afirmou Fidel, que em julho do ano passado delegou seu cargo ao irmão Raúl Castro. Ele também se referiu ao anúncio, em "tom exigente e ameaçador",de um pronunciamento de Bush, previsto para quarta-feira, para apresentar "novas iniciativas para o período de transição já iniciado". "Como afirma Ricardo Alarcón, presidente de nossa Assembléia Nacional, (...) por trás viriam os pelotões de fuzilamento da máfia cubano-americana com permissão para matar todos que pareçam militantes do partido, da juventude e das organizações de massa",denunciou. A televisão cubana não divulgou imagens de Fidel votando. Informou, apenas, que após entregar seu voto ao representante da mesa eleitoral, ele expressou sua confiança na "participação em massa nas eleições, que constituem uma resposta contundente às ameaças de George Bush".

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