Fidel pede que Farc libertem todos reféns na Colômbia

Líder afirmou, no entanto, que a guerrilha inspirada pela Revolução Cubana não deve depor as armas

AP

06 de julho de 2008 | 09h42

O ex-presidente cubano Fidel Castro, que esta semana mostrou-se feliz com a libertação da colombiana Ingrid Betancourt e outros 14 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), pediu que a guerrilha inspirada pela Revolução Cubana liberte todos seus seqüestrados, mas que não entregue as armas. Veja também:  Ingrid deixa hospital após sete horas de exames médicos Americanos resgatados das Farc dizem estar 'emocionados' 'Fiquei acorrentada 24 horas por dia durante 3 anos' O drama de Ingrid Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região    Cronologia do seqüestro de Ingrid Betancourt'Critiquei firmemente os métodos cruéis de seqüestro e retenção de prisioneiros na selva', comentou Fidel em um editorial publicado pela imprensa oficial cubana na internet. 'Não estou sugerindo a ninguém que deponha as armas, se nos últimos 50 anos os que o fizeram não sobreviveram à paz. Mas me atrevo a sugerir aos guerrilheiros das Farc que libertem os seqüestrados', disse. O ex-governante de 81 anos, que renunciou ao poder na ilha em fevereiro, disse ainda que foram narcotraficantes e paramilitares começaram a violência na Colômbia. Nos últimos anos, Cuba tentou estabelecer negociações entre as guerrilhas de esquerda na Colômbia e o governo. Fidel alertou também sobre os perigos de que os Estados Unidos aproveitem a ocasião para impor políticas de sua conveniência. 'Nunca apoiarei a pax romana que o império quer impor na América Latina'.

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