Reprodução/Cubadebate
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Fidel se reúne com jovens cubanos

Dentre eles, estava o garoto Elián González; esta é a oitava aparição pública do líder em semanas

AP,

30 de julho de 2010 | 23h15

HAVANA- o ex-presidente Fidel Castro se reuniu nesta sexta-feira, 30, com jovens cubanos entre os quais estava Elián González, e os transmitiu uma mensagem de esperança, apesar dos problemas que o mundo enfrenta.

 

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Vestido com uma camisa xadrez, o líder cubano se reuniu durante pouco mais de uma hora com cem jovens no Palácio das Convenções, em sua oitava saída pública nos dias recentes.

 

Elián González, que tinha cinco anos quando foi entregue a parentes em Miami após sua mãe morrer afogada quando tentava fugir de Cuba para os EUA, disse que "foi muito emocionante voltar a encontrar o comandante. Foi muito importante para mim, para todos", disse o garoto que hoje tem 16 anos e voltou para viver com seu pai em Cuba após uma disputa política entre Cuba e EUA.

 

Fidel, que completará 84 anos em 13 de agosto, reapareceu em público em oito oportunidades em semanas, após uma reclusão de quatro anos devido a uma doença que o obrigou a delegar o poder a seu irmão, Raúl Castro, em 2006.

 

A saúde do ex-ditador sempre foi um tema polêmico e rodeado de muito segredo na ilha, mas desta vez, Fidel fez alusão a seu estado de saúde quando disse aos jovens que ganhou as últimas batalhas para poder estar nas condições em que se encontra hoje.

 

No entanto, o ex-governante não assistiu às comemorações do dia da Rebeldia Nacional em Cuba na segunda, que comemora o assalto ao Quartel Moncada, marco do início do processo da revolução cubana.

 

Um jornalista pediu que Fidel desse um conselho aos jovens, ao que o líder respondeu: "Não podemos focar no futuro com os conceitos e imagens do passado. Tudo é novo. Eles têm que colocar a imaginação para voar".

 

Como em suas aparições anteriores, Fidel alertou sobre a possibilidade de que os Estados Unidos e Israel liderem um ataque contra o Irã e os problemas entre as duas Coreias.

 

"Por que nossas crianças e adolescentes têm que morrer? Por que as inteligências onde tantas virtudes poderiam ser cultivadas têm que desaparecer? Por que seus pais têm que morrer em guerras fratricidas?" perguntou o líder.

 

"Digo que o conflito é inevitável, contudo, há uma fórmula pela qual devemos lutar e se abre uma esperança. Seria muito triste pensar que estamos lutando sem outra alternativa", disse.

 

Desde que não preside o governo da ilha e após a melhora de sua saúde, Fidel escreve suas "Reflexões", colunas opinativas na imprensa nacional na qual aborda temas de política internacional. "Me converti em um caçador de notícias", disse o líder aos jovens. Fidel também é primeiro secretário do Partido Comunista, o único oficial da ilha.

 

O ex-ditador não comentou em suas saídas nenhum tema da atual realidade cubana, como o acordo firmado entre seu irmão e a Igreja para a libertação de presos políticos.

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