Fidel 'se sente muito bem', diz Elián após telefonema do líder

Garoto alvo de disputa diplomática entre Cuba e EUA faz 14 anos e recebe parabéns pessoais do presidente

REUTERS

07 de dezembro de 2007 | 08h42

Fidel Castro "se sente muito bem", disseo garoto Elián González, que virou símbolo do regime comunistacubano após ser resgatado flutuando perto da Flórida há oitoanos. O líder convalescente, que não aparece em público faz 16meses, telefonou a Elián para desejar feliz aniversário. "Ele está se sentindo muito bem. Desejou-me felizaniversário", disse à TV cubana o garoto de 14 anos, resgatadode dentro de uma câmara de pneu em 1999, flutuando perto deFort Lauderdale (Flórida). A mãe do menino morreu na tentativa de fazer a travessia e,apesar da pressão dos exilados cubanos em Miami, ele acabousendo devolvido sete meses depois para sua família em Cuba,onde se tornou símbolo do confronto contra os Estados Unidos. Foi uma vitória política para Fidel, que se empenhoupessoalmente pela repatriação de Elián, mobilizando milhões decubanos em comícios que melhoraram a popularidade do governo. A campanha, chamada Batalha de Idéias e lançada por Fidelno aniversário de Elián há oito anos, perdeu fôlego desde oafastamento do veterano revolucionário, de 81 anos, por motivosde saúde, em julho de 2006. O país tem sido governado interinamente desde então porRaúl Castro, irmão de Fidel. "Quero assumir a responsabilidade de dizer a todos oscubanos que acabei de conversar com o comandante", disse Eliánnum evento alusivo à Batalha de Idéias em Cárdenas, sua cidade,100 quilômetros a leste de Havana. "Sei que isso encherá vocêstodos de alegria." Ricardo Alarcón, presidente da Assembléia Nacional, era aprincipal autoridade presente no evento do teatro de Cárdenas.Ele disse que Fidel continua liderando ideologicamente por meiode seus escritos, publicados regularmente na imprensa estatal. "Hoje, como ontem, Fidel continua a liderar esta batalha,dedicando suas melhores horas todos os dias a destruir mitos,refutar mentiras, semear verdades, ensinar a pensar, estimularos jovens e todos a lutar", disse Alarcón. (Por Rosa Tania Valdes) REUTERS FE

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