Cubadebate/AP
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Fidel volta a vestir emblemática camisa verde-oliva em Artemisa

Líder cubano prestou homenagem aos mortos durante o assalto ao Quartel Moncada, em 1953

AP,

24 de julho de 2010 | 21h31

HAVANA- O ex-presidente Fidel Castro voltou a se vestir de verde-oliva neste sábado, 24, para visitar o povoado de Artemisa e homenagear vários de seus camaradas que morreram no ataque ao Quartel Moncada, há mais de 50 anos.

 

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Castro colocou uma camisa da emblemática cor e viajou até o vilarejo, a cerca de 50 km de Havana, acompanhado de outros históricos dirigentes da revolução, Ramiro Valdez e Guillermo García, de acordo com o site oficial Cubadebate.

 

Nas fotos disponibilizadas pela página, não é possível distinguir se o líder cubano estava usando apenas uma camisa ou o típico uniforme militar. O ex-ditador também não levava ao peito as insígnias que usou por décadas.

 

Esta é a mais recente das cinco aparições públicas de Castro reportadas recentemente, após anos de reclusão devido a uma doença que o obrigou a abandonar o poder em julho de 2006 e delegá-lo a seu irmão, Raúl Castro.

 

A localidade de Artemisa tem um mausoléu no qual estão os restos mortais de cerca de 20 pessoas do grupo que assaltou o Quartel Moncada na província oriental de Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953, ataque considerado o início da atividade revolucionária de Fidel e seu grupo. Os rebeldes triunfaram em 1959.

 

Considerado um dos maiores acontecimentos da história da ilha, o ato comemorativo será realizado na segunda em uma província de Villa Clara, onde a presença do presidente Hugo Chávez e de uma multidão é aguardada.

 

Segundo o Cubadebate, Castro percorreu o mausoléu e recordou os acontecimentos de 1953.

 

"Se algo me entusiasmou, foi ver o quão revolucionários eram os estudantes daqui. Eram os mais combativos que haviam em Cuba", disse o líder que completa 84 anos de idade em agosto.

 

Fidel também depositou flores nos túmulos destinados aos estudantes e cumprimentou as pessoas atraídas pela sua presença. Por último, o ex-ditador leu uma mensagem especial aos cubanos em relação com a data histórica.

 

"Poucos temos o privilégio de viver. No meu caso pessoal, agradeço os combatentes de Artemisa que entraram e me resgataram quando eu estava nas proximidades da entrada, impedindo que uma metralhadora dos que haviam ordenado sua retirada disparasse contra os combatentes", disse o ex-governante.

 

"O simples ato de haver sustentado essa luta durante tanto tempo constitui uma prova do que um pequeno país pode conseguir frente ao poder do império", acrescentou Fidel.

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