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Fiesp descarta mudança no comércio com Cuba pós-Fidel

Apesar do otimismo do Itamaraty, diretor de Comex da entidade acha abertura econômica improvável

André Mascarenhas, do estadao.com.br,

23 de fevereiro de 2008 | 20h03

A expectativa de que o fim da era Fidel possa significar o começo de uma abertura econômica em Cuba não anima o empresariado paulista, apesar das declarações otimistas ventiladas a partir do Itamaraty na última terça-feira, 19, após a renúncia do líder comunista.   Cuba: o comadante sai de cena    Em entrevista telefônica ao portal estadao.com.br na última quinta-feira, 21, o diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Thomaz Zanotto, classificou como praticamente "nulas" as possibilidades de mudança no sistema econômico cubano, mesmo com a eleição, neste domingo, 24, de um novo Conselho de Estado (CE). O órgão, que na prática é o Executivo cubano, será escolhido pelos 614 membros da Assembléia Nacional, eleita em janeiro. A partir das 10 horas (12 horas, no horário de Brasília) deste domingo, a Assembléia elegerá seu presidente, vice-presidente e secretário para os próximos cinco anos.   Em seguida, designará os 31 membros do Conselho de Estado. Seu presidente será o chefe de Estado e de governo cubano, assim como "chefe supremo" das forças armadas. A julgar pelas expectativas da maioria dos analistas, Raúl Castro, o irmão mais novo de Fidel, deve ser apontado como novo presidente do CE.  Interinamente no cargo desde meados de 2006, quando Fidel abandonou o poder por motivos de saúde, Raúl tem mostrado, em seus discurso, maior flexibilidade com a possibilidade de modernização da sociedade cubana. Ainda assim, para Zanotto, ele dificilmente dará um novo rumo para economia. "Desde que assumiu a Presidência, nada do que Raúl disse se concretizou. De prático, infelizmente não mudou absolutamente nada", lamenta o representante do empresariado, para quem o mercado cubano tem grande potencial. "Digo infelizmente porque Cuba tem um potencial enorme. São 11 milhões de pessoas, com alto nível intelectual e vivendo num mercado desabastecido."   Zanotto explica que a principal dificuldade para se entrar no mercado cubano é falta de linhas de crédito para o importador - uma conseqüência do embargo americano. Como as empresas dos Estados Unidos não podem negociar com o governo cubano, torna-se impraticável para Havana obter financiamentos para a importação de bens de consumo no sistema financeiro internacional.   Sobre os investimentos anunciados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma recente viagem em Havana, da ordem de R$ 1 bilhão, Zanotto é cético: "Como Cuba vai pagar a conta, se não tem recursos?"

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