Filha de Fujimori lidera pesquisa em 2o turno de eleição no Peru

Fujimori tem 53,4 % dos votos; candidato esquerdista Ollanta Humala está com 46,6%

REUTERS

16 de maio de 2011 | 10h26

LIMA - A vantagem da direitista Keiko Fujimori sobre o nacionalista de esquerda Ollanta Humala parece estar crescendo às vésperas do segundo turno presidencial de 5 de junho no Peru, mostraram três pesquisas no domingo, 15.

Um levantamento da Datum anunciado na TV local mostrou Fujimori com 53,4 por cento dos votos e Humala com 46,6 por cento quando votos brancos e nulos foram excluídos em uma votação simulada organizada pelo instituto. A Datum consultou 5.019 pessoas entre 10 e 12 de maio e sua pesquisa tem uma margem de erro de 1,4 ponto percentual.

Outra pesquisa, publicada pela CPI no site da rádio RPP, afirmou que Fujimori tem uma dianteira de 5,8 pontos percentuais sobre Humala, com 52,9 por cento dos votos diante dos 47,1 do rival. A CPI entrevistou 4.848 pessoas e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Já um levantamento nacional da Ipsos, divulgado no jornal El Comércio, mostrou Fujimori obtendo 51,1 por cento das cédulas e Humana 48,9 dos votos em um pleito simulado. A Ipsos conversou com 2.005 pessoas entre 7 e 13 de maio e sua pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Cinco pesquisas da semana passada colocaram Keiko, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, adiante de Humala, embora na maioria dos casos sua vantagem tenha estado dentro da margem de erro.

Um quinto dos eleitores estão indecisos ou planejam se abster na apertada corrida, que causou volatilidade na bolsa local e no mercado de câmbio e provavelmente tornará difícil prever o desfecho da eleição.

Os dois candidatos apelam a eleitores mais pobres, mas a legisladora Fujimori tem apoio da comunidade empresarial, ansiosa em ver o crescimento econômico de uma década se manter e temerosa de que Humala possa reverter anos de reformas que privilegiaram o livre mercado.

Alberto Fujimori ventilou a economia e derrotou a hiperinflação, mas seu governo desmoronou em 2000 em um mar de corrupção e escândalos de direitos humanos oriundos de sua repressão a insurgentes.

Humala, ex-oficial do Exército que liderou uma curta revolta contra o pai de Keiko, faz campanha como esquerdista moderado, mas assusta os investidores com sua plataforma de política mais nacionalista que sugere uma abordagem intervencionista.

Ele diz que seu tipo de nacionalismo fortaleceria um Estado fraco para garantir que os benefícios do crescimento econômico alcancem todos os peruanos, e não só elites locais ou empresas estrangeiras. Um terço da população ainda vive na pobreza.

Os mercados peruanos despencaram depois que Humala venceu o primeiro turno de 10 de abril, mas desde então se recuperaram parcialmente à medida que os investidores começaram a apostar na vitória de Fujimori.

Antes dos ganhos mais recentes, o valor de mercado da bolsa do Peru caiu cerca de 18 bilhões de dólares em menos de três semanas, de acordo com a corretora Maximize.

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