Filho de Betancourt pede que países pressionem as Farc

Lorenzo afirma que apoia a mediação de Chávez e que não há escolha senão confiar nas promessas da guerrilha

Efe,

06 de janeiro de 2008 | 12h16

Lorenzo Delloye, filho da ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt, seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), acha que a comunidade internacional deve "pressionar" a guerrilha e o governo colombiano para que cheguem a "um acordo humanitário" que permita "a libertação dos reféns".   Veja também: Entenda a situação dos reféns na Colômbia    Numa entrevista ao jornal italiano La Repubblica, Lorenzo diz que sua família não quer de modo algum uma intervenção militar. "Não queremos encontrar cadáveres, mas reféns vivos", acrescenta.   Sobre o menino Emmanuel, filho da também refém Clara Rojas e que as Farc prometeram libertar, embora estivesse num orfanato, disse que se sentiu "enganado", pois os guerrilheiros "mentiram e não devem voltar a fazê-lo". O filho da ex-candidata à Presidência da Colômbia disse que ele e sua família "nunca confiaram nas Farc, nem por um segundo". Porém, se perguntou: "Que outra coisa podemos fazer? Não temos outra escolha a não ser confiar na negociação".   Quanto à mediação do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e à possibilidade de ele ainda possa fazer algo pela libertação dos reféns, Lorenzo, de 19 anos, disse que o chefe de Estado venezuelano, "no fundo, é sério, apesar de ter errado em alguma coisa". O filho de Ingrid também acha que Chávez "deve continuar atuando e pedindo a libertação dos reféns".

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