FMI cancela dívida de US$ 268 milhões do Haiti

Órgão ainda promete novo empréstimo para ajudar o país nos trabalhos de reconstrução

Associated Press

22 de julho de 2010 | 11h46

PARIS - O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou nesta quinta-feira, 22, que cancelou a dívida de US$ 268 milhões do Haiti e disse que emprestará uma quantia de US$ 60 milhões ao país para ajudar nos projetos de reconstrução, já que boa aparte do território foi devastada pelo terremoto do dia 12 de janeiro.

 

A decisão, segundo o FMI, faz parte de um plano de reconstrução a longo prazo para o Haiti. O empréstimo de três anos não vai acumular juros até 2011, quando então terá acréscimos de não mãos que 0,5%.

 

O órgão disse que a ação deve encorajar doações ao país centro-americano. "As doações devem começar a chegar ao Haiti de acordo com o que foi prometido para que a reconstrução possa começar logo, para que o padrão de vida melhore e para que as tensões sociais sejam aliviadas", disse Dominique Strauss-Kahn, diretor do FMI, por meio de comunicado.

 

Mais de seis meses após o terremoto, a maior parte do país ainda está coberta de escombros das construções derrubadas. O número de pessoas nos abrigos improvisados praticamente sobrou para 1,6 milhão, já que o número de residências temporárias é minúsculo. Os nível de criminalidade também aumentou drasticamente desde a tragédia.

 

A maior parte dos US$ 3,1 bilhões doados para ajuda humanitária foram usados para construir hospitais de campanha e para sustentar os trabalhadores e equipes médicas no país.

 

Em março, em uma conferência especial convocada para discutir a ajuda ao Haiti, foram prometidos quase US$ 10 bilhões em doações ao país, mas menos de 2% desse dinheiro foi entregue. O restante seguem embargado e ainda precisa ser liberado pelo governo dos países que prometeram as doações.

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