Força Aérea suspende operações onde as Farc libertarão reféns

Operações de controle e vigilância foram suspensas em Guaviare; 4 ex-congressistas devem ser libertos

Efe,

25 de fevereiro de 2008 | 14h40

A Força Aérea colombiana suspendeu as operações em uma região do sul da Colômbia, onde se espera que sejam libertados 4 ex-congressistas seqüestrados pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), informou nesta segunda-feira, 25, o general Jorge Ballesteros, comandante da Força Aérea.   Veja também: Farc manterão norte-americanos 'presos por 60 anos na selva' Farc confirmam libertação de mais quatro ex-parlamentares Colombianos acham que exposição dificulta liberdade de Ingrid França pede que Brasil medeie liberdade de Ingrid Por dentro das Farc   O general disse que as operações de controle e vigilância foram suspensas na região de Guaviare, no sul do país, onde devem ser libertados os ex-parlamentares Gloria Polanco de Lozada, Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán Cuéllar e Jorge Eduardo Gechem.   "Neste momento, no setor onde está prevista a entrega, não estão sendo realizadas operações aéreas, e respeitamos as áreas onde está prevista a entrega dos reféns", afirmou Ballesteros   As Farc anunciaram em 31 de janeiro que libertariam os três ex-legisladores, e no fim de semana confirmaram ainda a entrega de Gechem, que se encontra doente.   O comandante disse que as aeronaves estão prontas para facilitar qualquer necessidade de transporte dos ex-congressistas quando forem libertados.   Para a entrega dos quatro ex-parlamentares se prevê uma operação similar. Seus familiares se encontram à espera da libertação, que pode ocorrer até o fim desta semana.   A delegada do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na Colômbia, Bárbara Hintermann, disse que o organismo está em contato com as Farc para coordenar a operação de resgate, mas ainda não tem as coordenadas do local de libertação.   O oficial lembrou que foram libertadas em Guaviare pelas Farc, em 10 de janeiro, a ex-candidata a vice-presidente Clara Rojas e a ex-congressista Consuelo González de Perdomo, reféns desde 2002 e 2001, respectivamente.  

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