Efe
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Forças colombianas matam ao menos 20 guerrilheiros das Farc

Ataque é considerado o mais violento contra o grupo desde o início das negociações de paz

Reuters

03 de dezembro de 2012 | 14h57

BOGOTÁ - As forças colombianas mataram ao menos 20 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em uma operação aérea e terrestre perto da fronteira com o Equador, disse um general do Exército nesta segunda-feira, 3, no ataque mais violento contra os rebeldes desde que foi iniciado um processo de paz.

Apesar das conversações para encerrar 50 anos de guerra, o governo da Colômbia havia prometido manter as operações militares mesmo com a declaração de cessar-fogo unilateral por dois meses pelas Farc.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, espera que uma década de operações contra as Farc, promovidas com o apoio dos Estados Unidos, tenha deixado o grupo fraco o suficiente para buscar o fim da guerra.

Na ofensiva mais letal desde meados de outubro, quando os dois lados iniciaram as negociações, um ataque aéreo seguido por uma incursão terrestre contra três acampamentos das Farc no departamento de Narino, sudoeste do país, matou ao menos 20 rebeldes na noite de domingo.

"Com a força do ataque, encontramos restos humanos que estão no processo de serem identificados. Estamos falando sobre mais de 20 mortos, mas o número poderá ser maior", disse à Reuters o general Leonardo Barrero, chefe do Comando Conjunto do Sudoeste. Barrero afirmou que as forças de segurança conseguiram identificar até agora seis corpos.

Narino é um microcosmo da série de problemas enfrentados pela Colômbia: fraca presença do governo, produção de drogas, pobreza e presença de guerrilheiros e de novas quadrilhas que algumas vezes lutam contra e outras se tornam aliadas.

As negociações de paz, que ocorrem em Cuba, tentam lidar com algumas das causas de base do conflito, como desenvolvimento agrário, drogas, participação política dos grupos de oposição e reparação às vítimas. Santos disse, no fim de semana, que as discussões não devem se arrastar por muito tempo e afirmou que elas precisam ser finalizadas até, no máximo, novembro do ano que vem. Os rebeldes afirmaram que negociariam o tempo que fosse preciso.

Após uma breve parada depois da primeira rodada de discussões em Havana sobre desenvolvimento rural, os grupos negociadores devem retomar as discussões nesta semana. Os dois lados disseram que as negociações seguem como o esperado.

"Na noite passada eu me encontrei com o meu grupo de negociação. O balanço do primeiro encontro foi positivo. Ninguém pensa em modificar o cronograma. Meses, não anos", disse Santos na segunda-feira em uma mensagem para seus 1,4 milhão de seguidores no Twitter.

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